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Fonte:
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/notebooks/asus-lamborghini-eee-pc-vx6.shtml

Elegemos este site como o que detém informações
atualizadas e completas acerca deste produto para você. (transcrição
parcial)
O Asus Eee PC VX6 é para quem quer, em um netbook,
não somente um computador portátil, mas também uma máquina bastante
competente – e chamativa. Por fora, o escudo da Lamborghini, cravado
na tampa da tela de 12,1 polegadas, faz do laptop mais um dos
produtos da Asus com o emblema da montadora. Seu hardware é composto
por um processador dual-core de 1,8 GHz (com direito a virtualização
de dois outros núcleos), um pente de dois gigas de memória DDR-800 e
disco rígido de 320 GB rodando a 5400 RPM. Entre os componentes, a
cereja do bolo é o chip gráfico Nvidia Ion 2, o qual garante
desempenho de vídeo superior à grande maioria dos PCs de tamanho
parecido. Outro ponto positivo do VX6 é possuir três portas USB,
sendo que duas são da versão 3.0. Seu acabamento brilhante,
infelizmente, atrai em demasia o óleo dos dedos para o touchpad. O
preço sugerido do computador, que já está à venda no Brasil, é de
2.500 reais.
O acabamento do VX6 foi ponto de discórdia no INFOlab. Enquanto
alguns – eu inclusive – consideraram-no bonito e aparentando boa
durabilidade, outros não tiveram suas expectativas atingidas, em
especial com o touchpad. De fato, o substituto de mouse do PC é algo
estranho a boa parte da carcaça, já que possui revestimento
brilhante (ao contrário do fosco nos arredores do teclado), deixando
as impressões digitais por demais evidentes. Sua sensibilidade ao
toque e sua precisão, por outro lado, foram motivo de agrado.
O teclado e os altofalantes deste Eee PC são suficientemente bons
para a maioria das pessoas. Como são poucos os donos (ou aspirantes
a donos) de mini-computadores que procuram no PC uma alternativa a
um sistema de som, o áudio bem definido, apesar da ausência de
graves, deve bastar. O teclado, no estilo “chiclet”, surpreendeu
pelo seu espaço entre teclas e se mostrou realmente confortável para
a digitação, já que o tamanho relativamente avantajado deste netbook
permite apoiar as mãos.
Acima do teclado, na junção com a tela, residem um enfeite com uma
inscrição, em amarelo, da escuderia Lamborghini, sobre uma
superfície espelhada e dois botões de aspecto semelhante. O botão da
direita nada mais é que o liga/desliga, enquanto o da esquerda –
muito mais interessante – possui duas funções: quando dentro do
Windows, alternar entre um modo de gerenciamento de energia e outro;
já enquanto a máquina está desligada, tal botão faz com que se
inicie o sistema operacional da Asus. A interface desse software
proprietário é pensada para permitir acesso “instantâneo” à
internet, apesar de ser um pouco confusa e ter usabilidade de
dispositivos debilitada – em especial, o touchpad. Apesar disso, o
tempo que levamos desde ativar o VX6 até que pudéssemos navegar foi,
de fato, muito curto: cerca de trinta segundos. Quando apertamos o
botão de boot comum, o VX6 faz um ronco de motor, característica
bastante peculiar e de gosto duvidoso.
O porquê do botão dedicado a modos de energia não
é tão óbvio quanto pode parecer. Dentro do capô, o VX6 possui um bom
motivo para isso – ou melhor, dois. A Nvidia Ion 2 é uma GPU, ou
núcleo de processamento gráfico, que não trabalha sozinha: há também
um chip integrado Intel GMA 3150 para os momentos em que a demanda
gráfica não é alta. Dessa maneira, a placa gráfica, que suga mais
rapidamente a vida da bateria, pode ser ora ativada integralmente no
modo “super performance”, ora desativada no “power saving”. Por
padrão, o computador trabalha em operação automática, com o sistema
decidindo quando é hora para ligar ou desligar a GPU Ion, que possui
512 megabytes de memória dedicada.
O desempenho de vídeo que o VX6 conseguiu atingir em testes foi
bastante acima da categoria. Entre os netbooks, só perdeu para os
mais caros
Macbook Air e
Alienware M11xR2 – cuja classificação como netbooks fica
estranha, até entre nós do INFOlab, por causa do forte hardware
(utilizamos como critério a diagonal da tela). Já quando comparado
ao concorrente direto nas pistas, o
Acer Ferrari One 200, de chip Radeon HD 3200, este Eee PC fez o
adversário comer poeira, cravando 162% a mais de pontos no 3DMark06.
Na conversão de vídeo, a ordem em que os
resultados se organizam, entre os competidores escolhidos, foi
bastante parecida. Apesar disso, a margem foi muito menor entre a
Lamborghini e a Ferrari, muito se deve ao uso de um software de
conversão que utiliza, quase que exclusivamente, o processador (Jodix
Free iPod Video Converter).
Vídeo só em 720p
Apesar do grande apelo que possui o processador
gráfico Nvidia Ion, este Eee PC não se dá muito bem
com conteúdo Full HD. Tanto quando tentamos tocar
arquivos Matroska 1080p quanto ao acessar filmes no
YouTube com a qualidade máxima, a máquina engasgou a
ponto de desistirmos. Portanto, a saída de vídeo
HDMI pode ser útil a muitos usuários que mandem a
tela para a TV, mas sem tocar arquivos 1920x1080. Os
filmes com 720 linhas de altura, por sua vez, foram
reproduzidos com tranquilidade. O VX6 também possui
conexão VGA (D-Sub), para projetores e monitores.
Tal desempenho em decodificação de vídeo tem, em
parte, razão no processador Atom D525. Apesar de
possuir dois núcleos, hyperthreading (virtualização)
e trabalhar com clock relativamente elevado (1,8
GHz), é uma CPU muito pequena e, por conta disso,
não possui o mesmo poder que podem ter CPUs de
notebooks – e, muito menos, de desktops. De qualquer
maneira, sua competência, quando comparada aos PCs
da categoria, é bastante boa. Completando a lista de
especificações do motor do VX6, estão a memória
DDR2-800 de 2 GB e um disco rígido que roda a 5400
RPM, com abuntandes 320 gigas de espaço.
Abaixo, gráfico do benchmark Sandra Lite, avaliando,
basicamente, a força bruta do processador. Note que
o desempenho do Ferrari One, novamente, é mais baixo
– apesar da margem, de 12 por cento de diferença,
ser pequena.A Asus faz grande balbúrdia em torno
da resolução da tela do VX6, que é “HD”, como eles
mesmos dizem, e que porta resolução de 1366 por 768
pixels. Apesar da retroiluminação por LED, não
achamos o monitor excepcional, em especial quando
comparado ao do Macbook Air. De qualquer maneira,
sua densidade de 129 pontos por polegada é maior que
a maioria dos outros netbooks (uma exceção é o
Lenovo X100e, que apresenta as imagens em 129
dpi).
Bateria razoável,
USB de última geração
Com três horas e 26 minutos
(3h26min) de duração, a bateria do
VX6 se mostrou razoável para
netbooks, mas muito boa se ladeada a
computadores equipados com placa de
vídeo dedicada. O dado não foi bom
como o de um primo seu de
aceleradora integrada, o Eee PC 1101
HA, que aguentou 5h45min de uso
intenso, mas superou tanto Alienware
(1h26min) quanto Macbook Air
(1h46min).As conexões deste Eee
PC são lideradas pelas três portas
USB, todas laterais, sendo que duas
delas são da última versão do
barramento (3.0). Isso significa
melhoras tanto em velocidade de
transferência de dispositivos como
HDs externos, quanto menor tempo de
recarga para os futuros celulares e
gadgets equipados com a interface. À
internet, o VX6 pode se ligar por
Ethernet ou sem fio (802.11 b/g/n).
O computador possui conectividade
bluetooth 3.0. Infelizmente, o
netbook não possui espaço para chip
de celular, para eventual direta à
rede 3G.
Para um netbook, o Lamborghini VX6
se saiu muito bem nos testes.
Características básicas, como
mobilidade (pesa 1,6 Kg), duração de
bateria e poder de fogo são
alcançadas. Talvez o visual não
agrade a todos, mas possui lá seu
apelo. Seu hardware, que o faz se
aproximar de notebooks, é bastante
competente, mas o preço é o
calcanhar de aquiles. Para quem está
disposto a gastar 2500 reais em uma
máquina, fica difícil imaginar por
que ela não seria um notebook, de
fato.
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