Com design bastante elegande, o
HTC Desire veio brigar em grande estilo com outros
smartphones. Armado com processador de 1 GHz e 576 MB de
memória RAM, esse aparelho com Android 2.2 é rápido nas tarefas.
A tela de 3,7 polegadas que reconhece múltiplos toques cumpre
seu papel, exibindo vídeos, navegação na web e outros recursos
com eficiência. Um ponto que deixou a desejar nesse smartphone
de 1.735 reais foi a câmera que, mesmo com 5 megapixels, fez
fotos esmaecidas e pobres.
Com dimensões de 5,9 por 11,8 por 1,2 centímetros, o Desire é um
smartphone fino, elegante e com carcaça que oferece uma
empunhadura confortável. O modelo tem corpo na cor preta e
botões com acabamento metálico, com detalhes em marrom claro
(cobre) e prateados. Feito de partes plásticas e metálicas, a
carcaça passa confiança, mas sua tampa se mostra frágil depois
de removida. Um detalhe que traz conforto é a textura da parte
traseira, que evita os escorregões em uma mesa.
A interface é uma versão personalizada do Android 2.2 (Froyo).
Um dos recursos interessantes é o Leap view, que exibe todas as
áreas de trabalho do aparelho – máximo de sete – como
miniaturas. O recurso lembra o Spaces do sitema Mac OS, da
Apple. Os botões de aplicativos e menus têm um visual bem
apurado e de fácil manuseio.
O Desire não conta com teclado físico, mas para quem está
acostumado com telas sensíveis ao toque, o teclado virtual é
bastante confortável e oferece um bom tamanho, tanto na posição
vertical como horizontal. Ele também conta com controles
laterais de volume, que nos testes do INFOlab não se mostraram
muito precisos, botão para ligar e desligar e os tradicionais
botões Home, Menu, Voltar e Pesquisar. Para ajudar na navegação
ele conta com um trackball óptico, que funciona como um mouse.
O processador Qualcomm Snapdragon, de 1 GHz, garante
velocidade na navegação e gerenciamento de aplicativos. Ao
pressionar o botão Home são exibidos os últimos aplicativos
abertos (até oito) e com um clique eles são restaurados do ponto
em que foram fechados. Outro ponto forte é a memória RAM de 576
MB, uma das maiores entre os aparelhos testados no INFOlab.
O espaço de armazenamento interno de 512 MB está de acordo com a
média e ele conta com entrada para cartões microSD (modelo
acompanha cartão de 8 GB). Para trocar o cartão é necessário
remover a tampa traseira e a bateria. Como não poderia deixar de
faltar, ele conta com Wi-Fi, Bluetooth e GPS com A-GPS.
Para não escorregar no trabalho ele traz sincronia total pelo
Microsoft ActiveSync, facilitando o acesso a seus e-mails,
calendário e contatos de trabalho. Há também a possibilidade de
bloquear o aparelho em caso de perda ou furto, evitando que
dados sensíveis sejam acessados. Graças ao ThinkFree o aparelho
também pode editar documentos do Microsoft Office.
Nas atividades de entretenimento, como reprodução de áudio e
vídeo o Desire se comportou muito bem. Ele conta com uma entrada
para fones (P2) na parte superior, o que é prático para escutar
música com o aparelho no bolso, mas a ausência de teclas
dedicadas para um player fazem falta.
No registro de imagens com a câmera de 5 megapixels é que o
celular desapontou. As imagens registradas, tanto em ambientes
abertos como no estúdio, não foram nada satisfatórias. Todos as
capturas foram realizadas no automático e em todos os casos a
imagem ficou escura, com cores pobres e branco estourado.
Um ponto que coloca o HTC Desire abaixo de seus principais
concorrentes, como Galaxy S e Nokia N8, é sua duração de
bateria. Nos testes do INFOlab o tempo de bateria registrado em
ligações foi de 7h02min, o que não é muito se comparado às 10h10
minutos do N8, mas ele conseguiu ficar na frente do Xperia X10
Mini Pro, que aguentou meras 6h06min.
Mesmo com a escorregada da câmera, o HTC Desire e seus recursos
estão de acordo com os smartphones mais modernos do mercado. Ele
conta com outros recursos interessantes, como o controle de
volume das ligações recebidas. Quando o aparelho recebe uma
ligação e é virado com a tela para baixo o som é cortado,
entrando no modo silencioso e evitando barulho em uma reunião ou
cinema. A função é bastante útil para quem vive esquecendo de
trocar o volume da campainha.