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Fonte:
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/notebooks/macbook-air-13.shtml

Elegemos este site como o que detém informações
atualizadas e completas acerca deste produto para você. (transcrição
parcial)
Se você colocar um MacBook Air com chip Intel
Core 2 Duo, há mais de um ano nas prateleiras brasileiras, ao lado
do modelo recém-lançado, com processador Core i5, não perceberá
nenhuma diferença. O design da máquina teve pouquíssimas alterações;
já seu desempenho, quanta diferença. Além do chip mais rápido, o
compacto da Apple ganhou mais memória, o novo sistema operacional
Mac OS X Lion, leitor de cartões SD e uma saída no novo padrão
Thunderbolt, que permitirá transferir com maior velocidade dados
pesados, como vídeos de uma filmadora. A evolução do MacBook Air
fica ainda mais evidente na comparação dos números obtidos pelo
INFOlab. Nos testes de conversão de vídeo, o novo modelo resolveu a
parada em 23 segundos, contra 1 minuto e 45 segundos gastos por seu
antecessor. Na avaliação do fôlego para gráficos em 3D, feita com o
software 3DMark06, o MacBook Air com Core i5 fez 4293 pontos, quase
cinco vezes mais que a versão Core 2 Duo. Apesar do upgrade benfeito,
recursos importantes, como uma saída HDMI e o teclado no padrão
ABNT2, permaneceram fora da lista de configurações desse novo
MacBook Air.
Passar de um Core 2 Duo para um Sandy Bridge Core i5 2557M,
com clock de 1,7 GHz e overclock dinâmico de até 2,7 GHz, foi um
tremendo salto. O benchmark de desempenho geral PC Mark Vantange foi
coerente com esse upgrade: avaliou o MacBook Air em impressionantes
11469 pontos. A história não foi diferente com o mais atual PCMark7,
no qual esse notebook cravou 3669 pontos.
Claro, não é só o processador que merece
crédito por esses resultados. Além dos 4 GB de RAM, o fininho da
Apple usa um SSD de 128 GB, que é mais estável e rápido que um HDD
convencional. Por todas as suas vantagens, o espaço de 128 GB pode
parecer escasso. Porém, em um mundo onde o armazenamento está cada
vez mais baseado na nuvem (tecnologia defendida com afinco pela
Apple), esse número é até bem razoável. Só não espere ter espaço
para instalar o Windows pelo Bootcamp.
Era de se esperar que um modelo fino como esse não tivesse
espaço para uma placa de vídeo dedicada. Mas, quando se considera
que a Apple optou por eliminar esse hardware também dos modelos de
13 polegadas do MacBook Pro, a comparação se torna inevitável.
Apesar dessa omissão, o Pro continua a levar uma ligeira vantagem em
termos de conectividade e configuração, graças ao seu processador
mais avançado (entre outras diferenças, o clock é maior) e ao
simples fato de que ele oferece mais espaço físico. O Air, por outro
lado, é mais portátil e agora oferece poder de fogo suficiente para
a grande maioria dos usuários.
A Apple conseguiu espremer duas portas USB 2.0, uma porta
Thunderbolt, um leitor de cartão SD e uma P2 para fones no corpinho
de apenas 1,6 cm de espessura do MacBook Air. O drive óptico de DVD
ou Blu-ray é provavelmente o hardware que mais vai fazer falta para
o usuário, mas essa é uma limitação normal em máquinas desse porte.
Já a ausência de ethernet não é de todo um problema, levando em
conta que o Air é evidentemente projetado com a mobilidade em mente.
Bem mais séria é a lacuna com relação às conexões de alta
velocidade, problema que a Thunderbolt, pelo menos por enquanto, não
resolve. Por todo seu potencial de transmissão de dados em altíssima
velocidade, ainda não existem periféricos em número suficiente no
mercado para justificar sua escolha em detrimento de uma HDMI ou de
uma USB 3.0. Pelo menos é possível utilizá-la da mesma forma que uma
DisplayPort. De resto, o Macbook Air conta com Wi-Fi n e a versão
mais recente do Bluetooth, a 4.0.
Fora a configuração imensamente mais forte que a de sua versão
anterior, esse notebook também traz consigo um novo sistema
operacional, o Mac OS X 10.7 Lion. Não se trata de uma mudança
radical em relação ao sistema anterior, o Snow Leopard, mas a
influência do iOS presente no iPad e no iPhone é clara.
A diferença mais evidente em termos de interface é a adição de mais
gestos de trackpad ao conjunto já bem considerável de comandos
existente na versão anterior. A orientação do gesto de rolagem, por
exemplo, foi invertida para emular o scroll dos iDevices com tela
sensível ao toque. Desse modo, arrastar dois dedos para baixo
equivale a rolar a tela para cima e vice-versa. É claro que é
possível utilizar o menu de configurações para retornar ao comando
tradicional, mas essa alteração pode confundir o usuário
inicialmente. Mesmo assim há muitos acertos na nova interface. Em
vez de ser forçado a clicar na barra superior de uma janela para
movê-la, o usuário pode executar esse mesmo movimento com o simples
arraste de três dedos no trackpad. Organizar várias áreas de
trabalho diferentes também ficou mais fácil
Para acomodar a multidão de dedos que essa
interface multitoque implica, o trackpad da linha MacBook continua a
ser incomparavelmente grande e confortável. Infelizmente, a falta de
um teclado ABNT2 também persiste. Por outro lado, a nova versão do
Air vai aliviar suas madrugadas de digitação com a retroiluminação
das teclas.
Como notamos no início desse review, há pouca divergência entre o
corpo do novo MacBook Air e o do seu modelo anterior. Mas por que
alguém mudaria essa bela fatia de alumínio que pesa apenas 1,3 kg? O
único detalhe de construção que pode ser um pouco inconveniente é a
posição da saída P2.
Obviamente, um ou outro detalhe de construção poderia ser melhor. A
saída P2, por exemplo, fica muito próxima à traseira da máquina, o
que faz com que cabos de fone mais curtos às vezes passem por cima
do teclado. Os quatro suportes de borracha da base também pecam por
não serem suficientemente aderentes. Fazendo jus ao seu nome, é
preciso pouco para que Air deslize sobre a mesa. Ainda assim, a
disposição geral das conexões é muito bem pensada. Uma prova disso é
o fato de que as portas USB estão posicionadas uma em cada lateral
do notebook, o que impede que uma atrapalhe a outra quando
conectamos periféricos.
Duração de bateria é uma grande preocupação da Apple e o Macbook Air
não desaponta nesse quesito. Em uso intenso, a carga do magrelo
aguentou por 2 horas e 2 minutos, umas das melhores marcas
registradas por notebooks compactos no INFOlab. Vale ressaltar que o
uso da energia pelo Air é mais eficiente quando o potencial da sua
configuração não está sendo usado completamente. Em outras palavras,
a bateria vai durar muito mais quando o usuário se limita a utilizar
aplicativos simples, como um processador de texto ou um navegador de
internet.
A tela de 13,3 polegadas tem resolução ligeiramente acima da
média da categoria: 1440 x 900. Além de ser povoado por muitos
pixels, o display é brilhante e reproduz as cores com fidelidade. No
entanto, em ambientes muito iluminados, a reflexão da luz pode se
tornar bem inconveniente.
Seria extraordinário se uma carcaça fina como a do Macbook Air
pudesse reproduzir áudio com força e qualidade, mas esse não é o
caso. A potência dos alto falantes é baixa e nem por isso eles
deixam de distorcer um pouco o som no volume máximo. É o suficiente
para assistir vídeos fora de casa, mas nada além disso.
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