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Fonte:
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/smartphones/nokia-n701.shtml

Elegemos este site como o que detém informações
atualizadas e completas acerca deste produto para você. (transcrição
parcial)
A Nokia aliou um hardware cheio de
recursos a uma versão mais madura do seu sistema, o
Symbian Belle. Com interface que se assemelha ao
Android, a navegação está mais intuitiva e amigável.
O brilho da tela de 3,5 polegadas é o mais intenso
que já passou pelo INFOlab. Isso torna mais
confortável a visualização em dias claros. O
aparelho tem transmissão de FM e tecnologia NFC, que
troca dados por aproximação.
O 701 oculta um elusivo processador da família ARM11
com um núcleo que roda a uma frequência de 1 GHz.
Ele é acompanhado por uma GPU que suporta OpenGL
2.0, comparável à Adreno 200 da Qualcomm ou aos
circuitos integrados que utilizam a PowerVR SGX520.
Processadores de arquitetura ARMv6 ainda são capazes
de proporcionar uma experiência de uso satisfatória,
mas seu desempenho é perceptivelmente inferior ao de
arquiteturas mais novas, como a utilizada pelo OMAP
3630 que dá vida ao N9.
Escassez de memória não é um gargalo de performance
para o 701. Para um celular intermediário, 512 MB de
RAM é mais do que o suficiente. Ele também oferece
um espaço de armazenamento interno razoável: 8 GB.
Esse número pode ser expandido em até 32 GB com um
cartão microSD. No final das contas, o 701 dispõe
dos recursos necessários para garantir uma navegação
tranquila pelos menus do telefone ou pela internet.
Porém, é compreensível que ele hesite diante de
algumas situações, especialmente durante a
reprodução de vídeos.
Também não encontramos muitas surpresas no
campo da conectividade. A trindade das redes móveis, ou seja, Wi-Fi
n, 3G e A-GPS, está presente. O Bluetooth foi incluído na versão
3.0, o que confere um pouco de destaque ao 701. Já as conexões
físicas ficam por conta de uma microUSB e de uma P2.
O Near Field Communication é o recurso que mais chama atenção na
seara das conexões, embora não se trate de nada muito novo.
Essencialmente, o 701 gera um campo de ondas de rádio que estimula
um hardware correspondente que estiver a uma distância de alguns
centímetros. O efeito prático é que o smartphone pode ser utilizado
em tarefas como, por exemplo, efetuar pagamentos à maneira dos
cartões magnéticos. Por enquanto ainda não existem muitas aplicações
para o NFC no Brasil, mas a própria Nokia adicionou alguns
aplicativos que aproveitam esse recurso. Um deles é uma versão
especial do Angry Birds: ao aproximar o 701 de outro aparelho
similar, novos estágios do jogo se tornam disponíveis.
Por baixo das peripécias dos pássaros da Rovio está um sistema
operacional que costumava se chamar Symbian Belle. Atualmente o nome
oficial é simplesmente Nokia Belle. Mas, que há num nome? O que um
dia chamamos de Symbian por qualquer outro nome seria igualmente
aprimorado nesta nova iteração. O Nokia tomou nota de várias lições
do Android para melhorar a interface do SO. Com efeito, os dois
sistemas estão muito parecidos. O Belle oferece um ambiente de
trabalho muito mais personalizável que o Symbian anterior, com maior
controle sobre a organização e aparência das telas. Ele também
simplificou uma série de comandos, como o controle das redes sem
fio.
Entretanto, em termos de
aplicativos pré-instalados, o 701 não tem muito a
oferecer. É divertido jogar Angry Birds e Asphalt 5
com NFC, mas isso não passa de entretenimento
momentâneo. Um programa realmente útil como o
QuickOffice vem em uma versão que só permite a
leitura de documentos. Além disso, estamos falando
de um SO pouco disseminado no mercado e, portanto, a
Ovi Store oferece um número bem menor de aplicativos
do que o Android Market ou a Apple Store.
Pelo menos em termos de mídia a Nokia acertou em
cheio. O player do 701 é muito competente:
conseguimos reproduzir um Xvid com legendas e até os
acentos eram exibidos sem problemas. Além da boa
seleção de codecs de áudio e vídeo, esse smartphone
também capta rádio FM com RDS. Se o software é bom,
o hardware também não fica atrás. O sistema de áudio
estéreo do 701 é capaz de produzir um som bem
razoável para os padrões de um smartphone
intermediário. Já a tela pode não estar entre as
maiores ou entre as de resolução mais alta, mas seu
brilho absurdo de 1000 nits não deixa a luz ambiente
se intrometer entre você e o seu filme.
A câmera traseira de 8 MP também é uma bela adição
ao arsenal de recursos do 701. Claro, ela perde um
pouco em versatilidade por conta do foco fixo.
Contudo, a distância hiperfocal é relativamente
baixa (4,3 mm) e a abertura máxima é razoável: f2,8.
Além disso, o 701 grava vídeos em 720p.
Enquanto o N9 impressionou por seu design
deslumbrante, o 701 tem um visual bem mais humilde.
Por outro lado, os materiais utilizados na sua
construção são de boa qualidade e ele se encaixa bem
na palma da mão. Infelizmente, o brilho ofuscante de
sua tela pesou sobre a duração da bateria. O 701
suportou apenas 255 minutos de chamada telefônica.
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