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Fonte:
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/desktops/mac-mini.shtml

Elegemos este site como o que detém informações
atualizadas e completas acerca deste produto para você. (transcrição
parcial)
Sólido e com um acabamento primoroso, esse
computador em miniatura é um pouco maior que três caixas de DVD
empilhadas. Ele pode ser usado como um PC de escritório ou como uma
central multimídia para tocar filmes na TV. Além da porta HDMI, tem
uma conexão Thunderbolt, usada para transferência rápida de dados ou
saída de vídeo. Os pontos negativos são a falta de um drive óptico,
além do ruído e aquecimento elevados quando comparado com os modelos
antigos do Mac mini. Ele não vem com mouse e teclado.
É difícil não se afeiçoar a esse pequeno quadrado de alumínio que
atrai a atenção de quem quer que o aviste. Não se trata apenas de
aparência: ele realmente é uma das melhores opções entre os desktops
SFF (do inglês small form factor) pré-montados. Apesar disso, uma
série de decisões questionáveis de design impede que ele se torne a
máquina perfeita para ocupar sua mesa ou sua estante de TV.
A primeira aparece na configuração. Sem dúvida, a adoção do Intel
Core i5 (dois núcleos com clock de 2,3 GHz) Sandy Bridge é um
upgrade e tanto com relação à dupla de Intel Core 2 Duo e Nvidia
GeForce 320M da versão anterior. Esse verdadeiro Davi dos desktops
não transpira diante de tarefas como a codificação de vídeos. Ele
também é capaz de suportar uma resolução máxima (2.560 x 1.600) tão
absurdamente alta que vai além do que sua própria saída HDMI pode
transmitir(1.920 x 1.200). Nos benchmarks, o nanico se saiu muito
bem, marcando 2.272 pontos no PCMark 7 e 4.123 pontos no 3DMark06.
No entanto, outros pontos da configuração não
são brilhantes. 2 GB de RAM são o suficiente para usar esse
computador como reprodutor de mídia, mas quem escalá-lo para o papel
de desktop vai querer ampliar a oferta de memória. Nesse caso, a
tarefa é relativamente simples: basta retirar a tampa que cobre a
parte inferior do Mac mini para acessar os dois slots das SO-DIMMs.
A questão é que essa abertura só dá acesso à RAM, ao adaptador Wi-Fi
e ao cooler. Abrir caminho para o resto do hardware, incluindo o HDD,
é muito mais complicado. Esse é um ponto importante porque o HD do
Mac mini tem 500 GB de capacidade e gira a 5.400 RPM, números
modestos para os padrões atuais. Existem outras configurações que
agregam um HD de 720 GB (7.200 RPM) e até um SSD de 256 GB, mas o
preço, variando entre 2.324 reais e 5.324 reais, é muito elevado.
Aliás, mesmo a configuração mais básica, que é a avaliada nesta
resenha, é um tanto cara (1.799 reais) se considerarmos o Mac mini
como um desktop.
Não é preciso muito esforço para preencher os 500 GB desse PC com
filmes, especialmente depois que a Apple resolveu abandonar o drive
óptico. Em um mundo onde as profecias da maçã se cumpriram, no qual
a computação em nuvem é perfeita e ubíqua, mídias físicas realmente
não têm nenhum valor. Mas ainda não chegamos nesse ponto. Um leitor
de DVD ou de Blu-ray faz falta, especialmente para um computador de
mesa, que normalmente cumpre o papel de máquina principal. No caso
do Brasil a situação é ainda pior porque serviços de streaming de
vídeo como o Netflix ainda são muito incipientes. Para além dessas
questões mais práticas, quem está disposto a investir tanto em um
sistema de reprodução de mídia provavelmente ainda encontra um
prazer simples nas visitas à locadora mais próxima para escolher um
filme. Claro, a Apple oferece um drive de DVD externo, mas ele
somaria mais 249 reais a um custo total já bastante elevado.
Felizmente, a Apple foi mais tolerante com as
outras conexões do Mac mini. A saída HDMI, que sempre foi tão
desdenhada nas outras máquinas da companhia, não só está presente
como vem acompanhada por um adaptador para DVI. Ao lado dela
encontramos quatro USB 2.0, uma FireWire 800 uma porta ethernet, um
leitor de cartão SDXC e duas P2 para fone e microfone. Wi-Fi e
Bluetooth também não foram esquecidos.
A falta mais evidente dessa seleção é que nenhuma conexão ocupa a
parte frontal do aparelho, nem mesmo as P2. Violar o design de uma
máquina da Apple pode até ser considerado um sacrilégio, mas ter que
recorrer à traseira do aparelho toda vez que se quer plugar um
pendrive ou um fone de ouvido não deixa de ser inconveniente. Pelo
menos a Apple facilitou nossa vida com uma fonte de energia interna,
o que significa que a sua tomada não será monopolizada por um
adaptador de corrente alternada. Por outro lado, se houver algum
problema com a parte elétrica do Mac mini, você não terá muita opção
senão recorrer à assistência técnica.
A porta Thunderbolt é um caso a parte por conta do seu imenso
potencial. Entre os recursos dessa conexão, podemos citar a
transferência bidirecional de dados a taxas astronômicas (10 Gbps),
o suporte nativo aos protocolos DisplayPort e PCI Express, a
possibilidade de prover energia elétrica a periféricos com potência
de até 10W e a capacidade de interligar até seis aparelhos sem a
necessidade de nenhum hub.
Contudo, fora os produtos da própria Apple, quase não existem
eletrônicos que utilizem essa conexão. Naquele mundo fictício que
imaginamos anteriormente, onde o resto da indústria se submeteu à
Apple e à Intel, a Thunderbolt é uma conexão mais disseminada, e,
portanto, é fácil montar um tremendo sistema multimídia conectando
Mac mini, TV, home theater e HD externo. Infelizmente, aqui na velha
Terra a maioria de nós terá que se contentar com HDMI e USB.
O grande felino Lion (Mac OS X 10.7) serve de sistema operacional
para o pequeno computador. Esse novo SO introduziu uma série de
mudanças na interface e nos mecanismos internos, como o scroll
invertido à la iOS e o uso mais agressivo de sandboxing. Para o
propósito desta resenha, a mudança mais marcante é o abandono do
Front Row, o software de media center que costumava acompanhar o Mac
OS X. A internet está repleta de excelentes substitutos como o XBMC
ou o Boxee, mas essa mudança afasta o Mac mini daquele conceito de
“ligar e usar” que envolve os media centers pré-montados.
Outra questão que surge do uso de um SO convencional é o fato de que
ele foi projetado para a interação com mouse e teclado, que devem
ser comprados separadamente no caso do Mac mini. O controle Apple
Remote é de fato muito útil para navegar nos softwares de mídia, mas
ele não vai muito além disso.
No fim, o Mac mini não é perfeito nem como desktop, nem como media
center. Ainda assim, ele não deixa de ser uma bela máquina
intermediária, capaz de cumprir bem as duas funções. A combinação de
Core i5 Sandy Bridge e Mac OS X 10.7, tudo em um design extremamente
compacto produz uma síntese de PC com media center que é difícil de
igualar. Ele faz muito mais do que o Boxee Box ocupando bem menos
espaço do que um gabinete convencional. Suas maiores limitações são
as poucas opções de upgrade e o preço alto demais para uma
configuração que não impressiona no campo dos desktops.
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