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Doméstico para todos - O jeito fácil de se informar 

Samsung Galaxy Lite

 

Fonte: Infoabril.com.br



Todo mundo cai de amores pelo Motorola Milestone e aguarda ansiosamente pelo Google Nexus One. Mas quem chegou por aqui arrebatando corações, sem arrebentar com o bolso do cidadão brasileiro, foram smartphones com Android mais modestos, como o Samsung Galaxy Lite. Um dos aparelhos mais baratos (ou menos caros) com o sistema operacional, ele custa 1.079 reais, no plano de 100 minutos da Vivo. É claro que, para isso, deixa muitos recursos de lado, como tela AMOLED, memória interna grande e câmera boa, itens encontrados em seu irmão maior, o Galaxy.

Em resumo, esse Android básico é um bom candidato a primeiro smartphone. Ele deixa as frescuras na interface de lado para apostar num hardware parrudo. Na memória, estão apenas os aplicativos indispensáveis, que oferecem boa integração com o sistema do Google. Mas não há nenhum tipo de personalização do software, como costumam fazer outros fabricantes, principalmente com o intuito de facilitar a vida do usuário nas redes sociais. Se não tem nada de especial, o sistema também não compromete.

O pacote de recursos do aparelho é até bem completo. Ele tem processador de 800 MHz e conexões 3G, Wi-Fi e GPS. Fica devendo software de navegação em tempo real, pois está na versão 1.6 do Android. Quando o assunto é usabilidade, o celular vai muito bem. Botões externos facilitam a movimentação pelos ícones, e a tela capacitiva de 3,2 polegadas é bastante sensível. Por ela, você controla ferramentas como Google Maps, YouTube, orkut e Gmail. Também sincroniza dados com o Outlook.

As diferenças entre o Galaxy Lite e seu irmão maior são grandes – dá até para dizer que os principais destaques do modelo topo de linha estão ausentes desse smartphone básico. De cara, você já percebe que a tela do Lite não é tão brilhante, nem tem aquela definição fantástica. É que ela não é de AMOLED. A câmera também perde alguns megapixels – vai de 5 para 3,2 e também não tem flash. Ou seja, vira um modelo bem simples, desses para quebrar o galho no dia-a-dia e gravar filmes curtos em baixa qualidade. Tem foco automático, mas fica devendo flash.

O item que mais faz falta em relação ao Galaxy é a memória interna de 8 GB. Aqui estão disponíveis apenas 200 MB, além dos 2 GB no cartão microSD. Como o Android não permite a instalação de aplicativos no cartão, o aparelho vai ficando terrivelmente lento, conforme o número de programas vai aumentando. Nem o processador de 800 MHz, até mais rápido que o usado no Galaxy, foi capaz de aliviar o problema em tarefas como trocar o sentido da tela e alternar entre um software e outro.

No design, o smartphone é quase idêntico ao modelo avançado. Só ficou um pouquinho mais descolado por causa dos detalhes em vermelho na parte da frente e também pelo material emborrachado da traseira. A parte ruim é que ele também está mais frágil, principalmente na tampa. Em suma, é um modelo sóbrio, porém mais atraente para o público jovem do que o Galaxy mais avançado.

Quando testamos o Samsung Galaxy pela primeira vez, ficamos impressionados com o desempenho geral do aparelho e, principalmente, com a qualidade de sua tela AMOLED. No entanto, muitos problemas que não tivemos durante o teste apareceram para leitores que compraram o aparelho – e, claro, o uso prolongado mostra os maiores defeitos de um produto. Surgiram, então, muitas reclamações em relação à duração de bateria e ao funcionamento das conexões Wi-Fi e Bluetooth.

Durante o teste do Galaxy Lite, a internet via Wi-Fi funcionou normalmente. Mas não conseguimos transferir arquivos por Bluetooth. O aparelho chegou a fazer o pareamento, mas não trocou documentos, efetivamente. Quanto à autonomia, o modelo não teve um resultado fantástico, mas suportou 374 minutos durante chamadas de voz. O irmão mais velho dele aguentou 450 minutos no mesmo teste, mas leitores relatam que, após algum tempo, sua bateria passa a durar menos de um dia, em uso comum.


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