A onda agora
são os minilaptops, mas se você curte
notebooks como os americanos gostam
de carros, o negócio é investir num
substituto de
desktop, como o
Sony
Vaio AW180AU, com telona de 18,4
polegadas. É um modelo para você
realmente não sentir falta de um micro
de mesa. Apoiado numa base adequada, ele
não perde nada em conforto, por causa do
teclado espaçoso e do display com
resolução de 1 920 por 1 080 pixels. Ou
seja, é um full HD de verdade, parceiro
ideal para o leitor e gravador de
Blu-ray que vem na máquina.
Esse micro tem configuração
violentíssima, com processador Core 2
Duo de 2,5 GHz, memória RAM de 4 GB e, o
mais impressionante, dois discos rígidos
com 500 GB cada um. Eles estão ligados
em RAID, para funcionarem juntos, como
um único volume. O conjunto ganhou nota
5,6 no Índice de Experiência do Vista, o
melhor resultado num comparativo que
fizemos entre os modelos com
Blu-ray disponíveis no Brasil. No
teste do PCMark Vantage, ele cravou 3
408 pontos, enquanto os laptops
avançados para multimídia costumam suar
para chegar em 3 mil.
Esse maquinão é feito mesmo para quem
deseja assistir filmes, e não decepciona
nesse quesito. Mas também faz bonito
para os gamers de plantão, pois vem com
uma placa gráfica competente. Ele tem
com uma GeForce 9600M GT, um modelo
intermediário feito para quem é
exigente. Tanto que marcou 1 643 pontos
no teste do 3DMark Vantage e permitiu
uma jogatina tranquila no Call of
Juarez, com 10,7 quadros por segundo,
quando todos os recursos estavam ligados
no máximo. Só não agrada mesmo aos
jogadores entusiastas, que devem partir
para um laptop equipado com, pelo menos,
uma 9700M GT.
O
acabamento do AW180AU não é tão cheio de
frescuras como os modelos ultraportáteis
da marca. Mesmo porque ele se preocupa
mais em ser forte. Olhando esse tamanho
todo, você deve achar que ele é
pesadíssimo. Realmente, não dá para
levá-lo na mochila, mas ele é mais leve
do que esperávamos. A balança do INFOLAB
bateu exatamente em 3,9 quilos. A tampa
é bonita, com acabamento em grafite
escuro. O teclado é extremamente
confortável, com botões quadrados e bem
espaçados. Vale destacar o apoio de
couro para os punhos, uma beleza para
quem digita bastante tempo.
Para uma máquina desse porte, que
aguenta rodar coisas pesadas, há um
ponto fraco no software. Ela roda o
Windows Vista Ultimate, mas na versão de
32 bits. O melhor seria usar o sistema
de 64 bits, para aproveitar todos os 4
GB de memória e trabalhar melhor com
programas já preparados para esse
padrão, como o Photoshop. Mas aí é uma
questão polêmica, pois o Vista de 64 é
incompatível com uma série de
aplicativos.
O maior defeito do
notebook, no entanto, está no áudio
decepcionante para ver filmes em
Blu-ray. Em geral, o som é baixo.
Com música, fica um pouco abafado e sem
tanto impacto. O melhor é o fato de não
distorcer, mesmo quando está no volume
máximo. E os graves também dão o ar da
graça, algo raro em laptops. Mesmo
assim, era de se esperar mais potência
numa máquina tão parruda.
Como esse
notebook custa 12.999 reais, nos
sentimos no direito de ser chatos e
fazermos outra reclamação, que vai para
o quesito conectividade. O micro tem
apenas o mínimo para um modelo avançado.
Vem com três portas USB, mas poderia ter
o dobro disso, um diferencial importante
numa máquina feita para não sair da
mesa. Também fazem parte do pacote uma
FireWire, Wi-Fi no padrão 802.11n e uma
porta HDMI. No caso de você achar a tela
muito pequena, dá para jogar as imagens
numa televisão full HD.
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