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TV - Philips Cinema - 56PFL9954H

Fonte: site - Info.abril.com.br (transcrição parcial)

 

Cinéfilo que se liga em tecnologia fica decepcionado quando os filmes saem das telonas para o Blu-ray e precisam ser redimensionados para o padrão das TVs atuais, o 16:9. A solução para esse problema é simples: basta convencer toda a indústria a mudar a proporção dos vídeos e das TVs. A Philips tenta dar sua contribuição com o modelo Cinema 21:9, o mais widescreen dos televisores. Além de imagens bonitas, ele também se destaca pela conectividade. Tem Wi-Fi embutido e cinco portas HDMI. Mas o preço é uma verdadeira bomba para um LCD de 56 polegadas: 13 mil reais.

A novidade (que já não é mais tão nova assim, pois está no mercado europeu desde o meio do ano passado) vai chegar ao Brasil apenas no segundo semestre. Para amenizar a imagem de velha, ela terá um kit para conversão das imagens em 3D, que será vendido separadamente. Nas condições em que a testamos, sem o mencionado set-top box, a televisão tem na resolução de 2.560 por 1.080 pixels e nos widgets de internet seus principais destaques. Mesmo porque a qualidade das imagens não chega a impressionar e justificar seu preço.

Durante os testes do INFOLAB, os filmes exibidos na Philips Cinema mostraram cenas naturais, sem puxar para vermelho, azul ou amarelo. Essa é uma característica comum a quase todos os modelos da Philips, principalmente com sinal digital. No entanto, a TV fica devendo contraste, em comparação com televisores de LED. Os mais exigentes também notam imagens levemente granuladas quando se aproveita todo o espaço da tela, com o formato 21:9 ativado.


Embora chame a atenção por causa do formato ousado, a Philips Cinema 21:9 não agrada pelo design grandalhão. Ela tem quase 10 centímetros de espessura. É bem mais do que o visto na atual geração de modelos LCD e LED. As bordas da tela são cobertas por acrílico, assim como a base. Esse material proporciona bom acabamento e aparenta ser resistente, mas é pesado. Sem contar a base, a televisão tem 31,9 quilos.

O tamanho avantajado tem um ponto positivo: os alto-falantes grandes proporcionam som acima da média. O volume é bem alto e, quando está na metade de baixo da escala, os efeitos de filmes de ação saem detalhados e com bom nível de graves. Aumentando um pouco, o áudio começa a embolar trilha com efeitos sonoros. Além disso, os graves fortes também começam a rachar.

Para quem usa a TV pendurada na parede ou num móvel com fundo branco, o efeito Ambilight é agradável. Trata-se de uma série de luzes na parte de trás da tela, que mudam de cor seguindo as tonalidades das cenas. É uma boa para quem não gosta de assistir televisão no escuro, mas também fica incomodado com uma lâmpada branca ligada no teto. É claro que, se a parede tiver cor forte, o recurso não servirá para nada.
 

A Philips Cinema 21:9 tem uma porta de rede para ligação com o roteador e Wi-Fi integrado. É o primeiro modelo testado pelo INFOLAB que tem esse recurso e não exige um adaptador plugado à porta USB. Em geral, os aplicativos disponíveis no NetTV funcionam bem, mas de forma lenta. Culpa da interface, e não da conexão. A resposta aos comandos do controle remoto, em qualquer parte do menu, não é imediata.

Os widgets de vídeo disponíveis possuem visual organizado. O chato é ter que digitar palavras pelo teclado numérico para fazer buscas. O YouTube exibe suas tradicionais listas com clipes mais vistos e mais comentados e ainda permite ao usuário fazer o login para acessar suas pastas de favoritos. Existem outros dois aplicativos com filmes disponíveis em streaming: o Dailymotion e o Soccer News, ambos atualizados constantemente.

No mais, há programas para ver a previsão do tempo (que funciona apenas em países da Europa, na versão testada pelo INFOLAB) e brincar com jogos casuais, nos quais você percebe que realmente a resposta aos comandos é ruim. Para jogar Paciência, é preciso, literalmente, ser muito paciente enquanto você espera a carta passar de uma pilha para outra.
 

 

Comparado à atual geração de televisores, o menu da Philips Cinema 21:9 parece velho. Ele segue o padrão de fundo preto com letras brancas, mas não mostra muitas imagens para ajudar na identificação de recursos e conexões. Também não há nenhum tipo de ferramenta para facilitar os ajustes finos de vídeo e áudio, embora algumas opções pré-configuradas tenham agradado em nossos testes (como o modo Cinema, por exemplo).

O controle remoto também não é um primor no quesito usabilidade, levando em conta a disposição dos botões. Mas eles são bem identificados. Pressionando a tecla Home, abre-se o menu principal, que dá acesso a todas as fontes de vídeo e permite ao usuário fazer as configurações iniciais. Depois, caso seja necessário mudar alguma especificação básica (como cores, contraste, graves e agudos), o botão de atalho Options traz ajustes simplificados.

Esse controle serve também para comandar outros aparelhos da Philips, como home theaters e tocadores de DVD. Para facilitar o acesso a alguns recursos, os botões coloridos de atalho, na parte superior, poderiam ser mais bem utilizados. Raramente eles têm alguma função que justifique sua presença.

 

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