|
TV - Samsung -
UN46C8000MXZD
Fonte:
site - Info.abril.com.br (transcrição parcial)
Uma das bombas tecnológicas do primeiro semestre está
chegando ao Brasil, e o televisor 3D Samsung já desembarcou no
INFOLAB. O modelo de 46 polegadas UN46C8000, que chega às lojas
este mês, tem as configurações das TVs animais, como resolução
full HD, tela iluminada por LED, receptor digital, taxa de
atualização de 240 Hz e o principal: capacidade de converter
imagens 2D em 3D. Passamos uma semana com os óculos no rosto,
assistindo filmes e canais abertos, para tirar suas dúvidas.
“Dói o olho?”, “Dá para assistir Chaves?”, “Vale a pena pagar
7.999 reais e mais 199 reais nos óculos?” Veja as respostas nas
linhas abaixo.
A qualidade das imagens exibidas pela televisão está acima de
qualquer suspeita. Num ambiente adequado, totalmente escuro, a
experiência de imersão nas cenas é até melhor do que a
proporcionada pelo cinema. Em certos casos, é possível enxergar
objetos saltando pela tela, como em explosões. Ao contrário de
nossa expectativa, a TV também não causa irritação excessiva nos
olhos, pois tem uma ferramenta para ajustar a profundidade da
cena numa escala de zero a dez. Cada pessoa tem uma taxa ideal
para seu olho. No entanto, um filme de duas horas causa certa
tontura em qualquer um.
Já na conversão de vídeo para 3D, o efeito obviamente perde em
realismo, mas não deixa de ser agradável. Com Blu-ray e
transmissão em alta definição, o recurso funciona bem e vale o
investimento de cerca de 1.500 reais a mais, em relação a um
televisor LED comum. Nas cenas claras, é fácil perceber o
relevo. Nas escuras, não chega a impressionar. E nas imagens em
baixa resolução, nem vale a pena ativar o conversor. Se você
estiver achando o efeito chato ou seus olhos começarem a doer
muito, é só tirar os óculos, desligar o 3D e assistir televisão
normalmente.
A tecnologia 3D usada pela Samsung UN46C8000 não tem nada a ver
com a do cinema, que utiliza um sistema passivo. No caso da TV,
o truque funciona assim: um emissor de infravermelho sincroniza
os óculos com as imagens embaralhadas da tela. Metade delas vai
para o olho direito, enquanto a outra metade vai para o
esquerdo, formando apenas uma imagem nítida. Como o olho humano
enxerga a 60 Hz, os 240 Hz da TV divididos em duas partes são
mais do que suficientes para produzir o efeito 3D. Um televisor
de 100 Hz, por exemplo, não conseguiria criar a sensação de
profundidade.
Tanto na conversão quanto na transmissão de conteúdo preparado
para o 3D, as cenas de ação não têm a fluidez esperada. Quando o
movimento da câmera é muito rápido, alguns frames parecem
travar, coisa que costuma acontecer em televisores com essa taxa
de atualização. Quando se mantém a distância mínima recomendada,
que é de três vezes a altura da tela, o efeito é um pouco
melhor. Tem mais uma chatice: a imagem não fica legal quando o
espectador assiste de lado ou deitado no sofá.
Quase todas as fontes de vídeo permitem a conversão para 3D. O
sistema não faz distinção entre filmes vindos de Blu-ray, DVD,
sinal de televisão e pen drive – pela porta USB, é possível
tocar arquivos em 1.080p em DivX e XviD. As únicas coisas que só
funcionam em 2D são os streamings do YouTube e da TV Terra.
Aplicativos com acesso a esses programas pela internet já vêm
instalados na televisão. A conexão pode ser feita via cabo de
rede ou por Wi-Fi, caso o usuário compre o adaptador da Samsung.
Tirando o 3D, a Samsung UN46C8000 também tem outras coisas legais,
como widgets para acessar a internet: dá para entrar no Skype,
no Twitter e até no Getty Images, uma opção para curtir obras de
arte na tela. Para usar as redes sociais, é preciso criar uma
conta no Samsung Apps, repositório que disponibiliza aplicativos
para baixar. Por enquanto, existem menos de 20 programas
disponíveis, com destaque para jogos casuais. Há pouco mais de
380 MB de espaço para instalar programas.
Os widgets mais interessantes são relacionados a vídeos, pois a
navegação é fácil, como se você estivesse na frente do
computador. Os filmes em alta definição não são maravilhosos,
mas ficam na tela com qualidade semelhante à dos seriados que se
encontra em RMVB para baixar na web. Ou seja, em alguns casos, é
possível usar o streaming para assistir conteúdo que hoje você
costuma baixar.
Existe ainda uma função de gravação da TV no pen drive, que
funciona muito bem. Os vídeos capturados perdem pouca qualidade
em relação à transmissão original. Além disso, dá para voltar
para a cena anterior enquanto a televisão está gravando. É uma
boa para quando você tem vontade de ir ao banheiro, mas não quer
perder um pedaço da novela. Depois de gravado, o conteúdo pode
ser escolhido como favorito. Só tem um problema: seu pen drive
fica inutilizável em outras máquinas, pois ele é formatado num
sistema de arquivos proprietário.
Na Samsung UN46C8000, os ajustes finos são
facilitados por um sistema que exibe duas imagens modelo. Uma
delas serve para ajustar brilho e contraste. Outra é ideal para
ver as melhores definições de matiz e saturação. A TV também
merece elogios pelos bons níveis de preto, embora haja um
vazamento de luz incômodo pelas bordas, muito perceptível quando
o ambiente está escuro.
Outro destaque da Samsung para essa linha de televisores é o
baixo consumo de energia. O modelo possui um modo econômico, que
diminui o gasto de 136 para 63 watts. Mas o melhor é deixar
ativado o modo ecológico variável, que altera brilho e contraste
de acordo com a imagem exibida. O sistema automático garante que
a TV trabalhará gastando pouca energia e sem perder qualidade.
O acabamento do modelo é coisa linda, por causa da pintura que
lembra alumínio escovado. Só a base no estilo pé de mesa não
agrada muito. Pelo menos, ela é útil para girar e dar acesso às
conexões. Existem quatro portas HDMI, uma VGA e duas de vídeo
composto. Também há duas entradas USB, sendo uma para o Wi-Fi e
outra para um pen drive. Para acessar a internet sem precisar
comprar o adaptador da Samsung, a única opção é a porta LAN
|