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Fonte: Web site:
Infoabril.com.br (transcrição parcial)
Elegemos este site como
o que detém as melhores informações acerca desta matéria.
1. Posso aquecer o azeite na
hora de preparar a comida?
Pode desde que você não submeta o óleo de
oliva a uma temperatura acima de 180 graus centígrados por um
longo período — e você facilmente alcança isso quando vai fritar
alguma coisa. Em um calor desses, as gorduras benéficas que
compõem o azeite são modificadas de tal maneira que se voltam
contra o nosso organismo. Boa parte das gorduras insaturadas,
que são nossas parceiras, se transforma em gorduras que
patrocinam o desequilíbrio das taxas de colesterol e disparam
males cardiovasculares. Portanto, na hora de preparar a comida,
pode aquecer, mas tente usar o azeite no máximo para refogar um
ingrediente por alguns instantes. Uma opção melhor ainda será
usar o óleo de oliva em temperatura ambiente assim que o prato
ficar pronto. Derrame um fio sobre ele e misture bem para dar
aquele toque final. Claro, também vale usar o azeite como
tempero de receitas frias, como saladas.
2. Posso comer um prato muito gorduroso à
noite?
Depende. Pode desde que você não tenha
problemas para digerir uma receita mais pesada. Os alimentos que
abrigam muita gordura, como certos cortes de carne vermelha,
levam mais tempo para serem quebrados e absorvidos pelo
organismo. E toda essa demora causa indisposição em pessoas
propensas a transtornos digestivos, não importa a hora do dia. À
noite, é claro, tudo piora. Isso porque, quando estamos prestes
a dormir, a própria digestão tende a ficar mais lenta. Se for o
seu caso, deixe a comida gordurosa longe da mesa do jantar.
3. Dá para acreditar que a laranja ajuda a
quebrar toda a gordura de uma bela feijoada?
A laranja é um acompanhamento tradicional
da feijoada, mas os motivos – são dois – não têm nada a ver com
a gordura. Um deles é simples: a combinação cai bem. O segundo é
que ela, de fato, possui substâncias que ajudam na digestão das
carnes e do próprio feijão porque participam da quebra das
proteínas. E só.
4. Seria recomendável tirar totalmente a
gordura da dieta?
De jeito algum! Mesmo quem deseja perder
uns quilos precisa manter uma dose (menor, é claro) de gordura
nas refeições. Ora, ela não é apenas essencial para o estoque de
energia do organismo como também é um ingrediente básico para a
manutenção de várias funções do corpo. Isso porque integra as
membranas que envolvem as células, participa da produção de
hormônios — inclusive os sexuais — e ainda marca presença na
hidratação da pele.
5. Será que a gordura do frango é melhor do
que a da carne vermelha?
Tanto a carne da ave como a bovina são um
considerável reduto de gorduras saturadas De maneira geral,
porém, a carne do boi é de fato mais gorda. É claro que tudo irá
depender do corte. Uma picanha, por exemplo, é extremamente
gordurosa. Mas vamos ser honestos: seu teor de gordura quase
empata com o de uma asa de frango. Portanto, a lição é simples:
procure escolher as peças mais magras de carne vermelha e
retirar toda a pele do frango antes mesmo de prepará-lo, se
possível, porque é nela que se encontra boa parte do colesterol
e das gorduras das aves em geral.
6. Posso comer peixes gordurosos à vontade,
já que a sua gordura é saudável?
A resposta é sim se você pensar só na saúde
do coração. Mas, se estiver lutando para derrubar o ponteiro da
balança, a ordem será maneirar. Por mais que seja benéfico, o
ômega-3 dos peixes é uma gordura e, portanto, uma baita fonte de
calorias — para cada grama gordurosa, são 9 calorias fornecidas!
E é preciso ressaltar um ponto: a dieta rica em peixes também
precisa estar recheada de substâncias antioxidantes.
Pesquisadores notam que as gorduras poli-insaturadas, abundantes
nos pescados, se oxidam mais rapidamente. Então, para evitar a
formação de radicais livres no nosso corpo — e o consequente
prejuízo que essas moléculas causam às nossas células —, é
preciso investir também nas frutas e nas hortaliças para
acompanhá-los nas refeições.
7. Dá para comer a gordura da carne de
porco sem medo?
Assim como no caso do frango e das carnes
bovinas, o porco também tem cortes mais magros. Um deles é o
lombo, que, aliás, é mais magro que muitos cortes bovinos. Nos
últimos anos, a criação dos suínos têm proporcionado carnes com
uma quantidade bem menor de ácidos graxos saturados — justamente
os que desvirtuam os níveis de colesterol. Nosso conselho é
evitar exageros com o pernil: esse continua gordinho,
gordinho...
8. Será que, ao trocar o leite integral
pelo desnatado, estarei recebendo a mesma porção de cálcio?
Sim. A concentração do mineral nas versões
integral e desnatada é praticamente a mesma. Aliás, o leite
desnatado costuma ter até um pouquinho a mais. Ele deve ser a
sua opção se você quiser preservar a saúde dos ossos e tornar
seu cardápio mais leve.
9. Posso consumir creme de leite light à
vontade?
Não pode. A expressão “light” indica que o
creme de leite conta com um teor 25% menor de gordura. Ainda
assim, sobra gordura à beça e não dá para abusar do ingrediente,
sob pena de engordar e prejudicar a saúde cardiovascular.
10. Se eu comer margarina ou manteiga, dá
na mesma em termos de saúde?
A questão é pra lá de controversa. A sua
escolha não será fácil. A margarina nasce de um processo
industrial que, antes, lançava mão de gordura trans, considerado
o tipinho mais prejudicial à saúde. As novas fórmulas que
encontramos nos supermercados baniram esse ingrediente terrível,
só que, de acordo com alguns especialistas, ele foi trocado por
doses extras de gorduras saturadas, que estão longe de ser
inofensivas. Já a manteiga não tem nem nunca teve trans, mas
costuma apresentar um total de gorduras maior do que a prima
margarina. Ou seja, não dá para cair de boca em nenhuma das
duas. Pelo menos, há versões de margarina enriquecidas com
fitoesteróis, uma espécie de fibra que ajuda a derrubar o
colesterol. Se agradarem seu paladar, elas seriam de fato uma
boa opção. Mas, atenção, margarinas com fitosteróis não podem
ser aquecidas.
11. Seria possível preparar o arroz sem
usar um pingo de óleo?
Infelizmente, é difícil. Para que o arroz
fique no ponto certo, soltinho, a receita pede um pouco de óleo.
E não serão três gotas de óleo de soja ou de canola que
atrapalharão sua batalha pela perda de peso.
12. Dá para fritar o ovo sem óleo?
Dá. Se você tiver uma frigideira com uma
boa capacidade antiaderente, a gordura do próprio ovo será o
bastante para fritá-lo. Uma alternativa é preparar um ovo poché
pingando um pouco de água na panela no lugar do óleo. Se quiser,
coloque um pouco de sal nessa água para temperar.
13. Será que alguém preocupado com uma
dieta saudável pode se dar ao luxo de comer uma fritura de vez
em quando?
Claro que sim! Só de vez em quando, em
porções moderadas, não há problema, desde que sua saúde esteja
em ordem. A restrição total de frituras só vale para quem
precisa perder peso ou diminuir os níveis de colesterol e
triglicérides no organismo.
14. Será que é mesmo proibido reutilizar um
óleo vegetal de boa qualidade?
Não há exceção para a regra que proíbe a
reutilização de óleos. O mais saudável deles se torna nefasto se
é usado mais de uma vez. As substâncias que protegem a saúde vão
para o espaço na primeira utilização e, de quebra, surgem
outras, potencialmente perigosas. Uma delas é a croleína, que
agride as mucosas de todo o organismo, o que pode ser o estopim
de um câncer com o tempo.
15. Será que qualquer tipo de azeite de
oliva protege o coração do mesmo jeito?
Os óleos de oliva que beneficiam para valer
o sistema cardiovascular são os identificados como “virgem” ou
“extravirgem”. É que, além de conter a saudável gordura
monoinsaturada, eles abrigam um amontoado de antioxidantes
naturais, que, por sua vez, derrubam os radicais livres que
participam da instalação de placas de gordura nas artérias. Os
azeites que não são 100% puros, também chamados de refinados,
têm apenas uma pitada dessas moléculas.
16. Há um jeito e um lugar mais indicados
para guardar o óleo vegetal?
Sim. Antes mesmo de guardar um óleo,
verifique se a embalagem está bem fechada. Quanto menos oxigênio
entrar no recipiente, melhor, porque o óleo ficará mais
preservado. Especialmente depois de abri-la, é fundamental que
fique em um lugar mais fresquinho e livre do excesso de luz —
dentro de um armário, por exemplo. Ao lado do fogão ou exposto
perto de uma janela, nem pensar. O calor e a luz vão oxidando o
óleo aos poucos. Em outras palavras, ele vai perdendo suas
moléculas do bem.
17. Pode o excesso de gordura à mesa
alavancar os níveis de colesterol até mesmo em gente magra?
Pode — e como! Especialmente quando a dieta
está cheia de gorduras saturadas (aquelas encontradas nas
carnes, no leite integral e nos queijos) e trans (presente em
biscoitos recheados, sorvetes e cremes industrializados). Quando
desembarcam no nosso corpo, esses dois tipos influenciam a
fabricação do colesterol e alteram determinados receptores das
células onde deveria se encaixar o LDL, o colesterol ruim.
Resultado: ele não se encaixa direito, não entra nas células e
fica sobrando na circulação, transformando-se em um ingrediente
das placas que entopem os vasos. Há indícios de que a trans
seria ainda mais nociva: ela ajudaria a derrubar os níveis de
HDL, a fração boazinha do colesterol, que tem a função
justamente de varrer seu opositor, o LDL, quando começa a se
acumular nos vasos.
18. Será que uma criança não deveria ser
liberada para comer gordura à vontade, já que está em
crescimento?
“À vontade”, não. Uma criança não deve ser
proibida de comer alimentos gordurosos por pura encanação dos
pais. Mas esses alimentos também não podem ultrapassar cerca de
30% da composição da dieta — aliás, essa é a mesma proporção
para os adultos. A gordura é uma matéria-prima importante para o
desenvolvimento do pequeno. Se, porém, ele exagerar no consumo,
correrá o risco de ganhar peso e, pior, ficar com o colesterol
elevado desde a infância.
19. Pode uma pessoa mais velha comer a
mesma quantidade de gordura a que ela estava acostumada na
juventude?
Pode, caso ela não apresente problemas de
digestão ou uma das condições que formam a síndrome metabólica —
colesterol e triglicérides elevados, glicemia descontrolada,
barriga proeminente ou pressão nas alturas. Geralmente, o avanço
dos anos vem seguido por uma maior propensão a essas encrencas.
Daí porque a maioria dos indivíduos tenha de cortar itens
gordurosos do cardápio na maturidade. O próprio sistema
digestivo, por exemplo, tende a trabalhar mais lentamente com a
idade.
20. Pode um prato muito gorduroso causar
uma tremenda indigestão?
Pode, especialmente em pessoas que tenham
propensão a essa chateação. As gorduras tendem a tornar a
digestão mais lenta e, nesse cenário, alguém predisposto ao
problema pode sentir aquele mal-estar. Mesmo quem não costuma
apresentá-lo pode, em um dia em que o organismo está sob
estresse, enfrentar uma bela indigestão depois de um rodízio na
churrascaria, por exemplo.
21. O excesso de gordura pode provocar
diarreias?
Pode. Um prato muito gorduroso é capaz de
disparar alterações no funcionamento do intestino. A grande
quantidade de ácidos graxos, que são as moléculas que formam as
gorduras, torna as fezes mais pastosas, para não dizer...
escorregadias.
22. Pode uma dieta rica em gordura causar
problemas de fígado?
Pode. O menu gordo todo santo dia favorece
o depósito de gordura no fígado. Os médicos conhecem esse quadro
como esteatose hepática. O acúmulo de gordura dentro das células
do fígado dispara inflamações crônicas por ali e, com o tempo,
pode levar essa glândula vital à falência.
23. Pode o excesso de gordura no dia-a-dia
favorecer o aparecimento do câncer?
Pode. Os cientistas investigam a fundo essa
história e já colhem evidências de que uma dieta repleta de
gorduras saturada e trans estimularia a gênese de um tumor. Uma
das explicações é que elas incentivariam a maior formação de
radicais livres no corpo. Em abundância, essas moléculas podem
causar danos tanto a estruturas celulares como no próprio DNA.
Assim, ao atrapalhar um gene que bloqueia o aparecimento de um
câncer, tais substâncias acabam patrocinando a origem e a
progressão da doença. Estudos também mostram que pessoas que
abusam de um cardápio rico em carne vermelha têm mais câncer de
cólon. Uma das hipóteses é que a gordura em excesso — e a sua
oxidação dentro do corpo — prejudique a mucosa do intestino e o
consequente aparecimento de lesões por ali.
24. Pode uma dieta cheia de gorduras
disparar problemas na vesícula?
Pode. Normalmente, gorduras além da conta
obrigam a vesícula biliar a trabalhar demais. Ora, é ela que
armazena a bile, um suco digestivo produzido no fígado e que,
sempre que necessário (leia-se, sempre que há gordura para ser
quebrada), é despejado no intestino. A demanda excessiva provoca
alterações no equilíbrio da receita desse líquido. Ele passa a
concentrar mais sais biliares. E os sais, por sua vez, tendem a
se unir, formando pedras.
25. Quem foi operado da vesícula pode comer
gorduras numa boa?
Quem precisou retirar a vesícula
recentemente deve diminuir o aporte de gorduras no prato. Ao
menos por um tempo. É que seu aparelho digestivo ainda está
passando por uma fase de readaptação. Sem a vesícula, o fígado
ficará com toda a responsabilidade de lançar a bile diretamente
no intestino para ajudar na digestão da gordura. E ele às vezes
não faz isso de prontidão.
26. É verdade que comer muita gordura
contribui para o aparecimento de espinhas?
Isso pode até acontecer se você já tiver
propensão à acne. Ainda não se sabe muito o porquê, mas o
excesso de gordura torna a pele mais oleosa. E o excesso de óleo
nesse tecido cria a condição ideal para o aparecimento dos
cravinhos — poros entupidos de sebo —, que, por sua vez, são um
banquete para as bactérias por trás da acne.
27. Posso trocar o azeite de oliva pelo
óleo de canola?
Cada óleo tem as suas propriedades. O
azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, que entre
outras coisas ajudam a regular a insulina no organismo. Já o
óleo de canola é um bom reservatório de ácidos graxos
poli-insaturados, como os ômegas 3 e 6. Juntos, os dois ômegas
regulam respostas inflamatórias do organismo. E, acredite,
reações inflamatórias fora dos eixos prejudicam o sistema
cardiovascular. Portanto, não use o azeite em detrimento do óleo
de canola, ou vice-versa. Procure lançar mão de uma pitada dos
dois em suas refeições. Você pode, por exemplo, refogar um
legume com o de canola e deixar o azeite para temperar a salada
de folhas.
28. Para a saúde, o óleo de canola seria
superior ao óleo de soja?
Muitos especialistas acreditam que sim. É
que o óleo de canola oferece a melhor proporção de gorduras
poli-insaturadas. Em outras palavras, ela conta com um ótimo
equilíbrio entre ácidos graxos ômega. Quando eles se encontram
na proporção de 6 gramas de ômega-6 para 1 grama de ômega-3, as
defesas do organismo ficam mais a postos, por exemplo.
29. Por que nas embalagens de óleos
vegetais está escrito que eles não contêm colesterol?
Porque a lei manda. Mas, cá entre nós, é
impossível um óleo vegetal conter colesterol, seja ele qual for.
Ora, o colesterol só está presente em alimentos de origem
animal, como carnes, leite e ovos. A advertência já rendeu muita
piada entre os especialistas. Mas há quem defenda que é válida
para orientar consumidores leigos.
30. Existem frutas que são muito
gordurosas?
Existem. É o caso do abacate e do coco. O
primeiro é uma grande fonte de gorduras monoinsaturadas.
Benéficas, elas ajudam a regular a função da insulina no
organismo. Já o coco, infelizmente, está cheio de ácidos graxos
saturados. Uma vez no organismo, eles destrambelham os níveis de
colesterol.
31. Pode alguma bebida, como um chá quente,
ajudar na digestão das gorduras?
Não pode. Nenhum suco ou chá será capaz de
facilitar a digestão de gorduras, especialmente se a refeição
foi recheada delas. Aliás, nunca se empanturre de itens
gordurosos confiando na promessa de um chá supostamente
digestivo, que será servido depois da sobremesa. Algumas ervas
até atuam na digestão. Porém, para isso, você precisaria beber a
infusão minutos antes de comer, como se estivesse preparando o
terreno do aparelho digestivo para o que der e vier. Nunca
depois.
32. Pode aquele petisco cheio de gordura
atrasar a absorção de bebidas alcoólicas e evitar a embriaguez?
Pode. Não à toa, os bares colocam amendoim
à mesa e servem queijos, linguiças e outros itens lotados desse
nutriente. Mas, por favor, não vá achando que, se você exagerar
na caipirinha, uma boa dose de gordura evitará o porre imediato
e a ressaca do dia seguinte. Quando você está bem alimentado, o
álcool só irá demorar mais para fazer efeito — mas fará.
33. É verdade que faz bem comer certos
queijos gordos porque eles têm uma substância chamada CLA?
É verdade desde que você não esteja fazendo
regime para emagrecer, claro. O CLA é um ácido graxo que ajuda
seu organismo a eliminar o excesso de gordura visceral, aquela
que se acumula bem na linha da cintura, entre os órgãos do
abdômen. Ele está presente nos queijos e, diga-se, os tipos
magros também o contêm. No entanto, quanto mais gordura o queijo
tiver, maior a quantidade da substância. Ou seja, um parmesão
tem mais CLA do que um queijo branco.
34. As gorduras das nozes e das castanhas
são totalmente do bem?
São, mas é claro que, se elas forem
consumidas em excesso, vão contribuir para disparar o ponteiro
da balança. Ingeridas com moderação no dia-a-dia, porém, nozes e
castanhas oferecem boas doses de gorduras insaturadas, as que
protegem o sistema cardiovascular. Sem contar que são ricas em
antioxidantes, as substâncias que lutam contra os radicais
livres e nos protegem de diversos males, como o câncer.
Fontes: Jorge Mancini, professor e diretor
da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São
Paulo, Daniela Jobst, nutricionista clínica especialista em
fisiologia do exercício e nutrição funcional, e Anita Sachs,
chefe da disciplina de nutrição do Departamento de Medicina
Preventiva da Universidade Federal de São Paulo.
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