A SKY deve lançar em breve a sua alternativa HDTV, mas as grandes dúvidas são com que taxa de compressão e quantos canais SKY vão disponibilizar Full HD.
A TVA, que disponibilizou em 2006 para uma ínfima parcela da população paulistana a primeira transmissão de uma Copa do Mundo de Futebol em HDTV, promete em breve novidades, mas temos as mesmas dúvidas apontadas para a SKY e a NET.
E o IPTV hein? A quantas anda no Brasil? A ANATEL deve estar trabalhando, estudando e discutindo muito para, sob toda essa pressão das várias correntes interessadas, ainda conseguir dentro da Lei satisfazer a todas as tribos e dar soluções elegantes para estes temas ultra-polêmicos que são o IPTV e a SUPERTELE ( também chamada de BrOi= Brasil Telecom + Oi).
Bem, por enquanto só VoD (Video On Demand), mas não vejo outra opção para as operadoras de telecomunicações: ou sai o IPTV com Full HD, Som Surround 5.1, Interatividade e outras vantagens, ou a sobrevivência delas ficará seriamente em risco.
E que fique bem claro: ter TV Digital não significa que você assiste HDTV e ter HDTV não garante que você usufrui de Full HD. Programas de HDTV com Full HD têm sido transmitidos pelas TV's Abertas com taxas de até 18 Mbit/s no padrão MPEG 4 para obtenção do máximo de qualidade possível dentro do canal de RF de 6 MHz. Isto já está criando no Brasil uma referência de experiência Full HD para o usuário, (descrita como "estonteante", "sôco no estômago", "de cinema" e outros adjetivos). Fica evidente que as operadoras de TV por Assinatura , aí incluindo o IPTV, terão de atingir esse patamar de referência para manterem a competitividade. Aguardemos os próximos "rounds" !
Mas não se esqueça: para se deleitar com Full HD todos os componentes devem ser Full HD, desde a produção até o display. Muita atenção nos detalhes do Full HD. Nunca é demais !
Artigo escrito por J.R.Cristóvam da Unisat.com.br
JOSÉ RAIMUNDO CRISTÓVAM NASCIMENTO, é consultor técnico especializado em Telecomunicações, Broadcast, Redes e Internet, com atuação de destaque nas áreas de projetos, seleção de fornecedores e operadoras, contratos, implantação, operação e manutenção. Iniciou sua carreira como engenheiro na NEC, instalando CTV's e rotas de microondas para transmissão de TV e telefonia. Migrou da NEC como chefe da seção de Implantação Rádio, para trabalhar como chefe da divisão de Televisão da Telebahia onde liderou a equipe que projetou e implantou o programa de interiorização de TV no estado, envolvendo equipamentos de SHF, VIDIPLEX e novos Centros de TV. Na Embratel, trabalhou nas áreas Nacional e Internacional, em comunicações via satélites Brasilsat e Intelsat, além de ter sido um dos pioneiros na área de Videoconferência no Brasil. Integrou a equipe da Divisão de Mercado da Embratel que criou o conceito de Engenharia Comercial no Brasil. É Diretor Técnico da Unisat desde 1990, consultor de empresas nacionais e internacionais, e vem também ministrando regularmente treinamento para uma parte considerável das principais empresas. É Presidente da Comissão Permanente de TV Digital da TELECOM, Professor e Coordenador do MBA em TV DIGITAL, RADIODIFUSÃO & NOVAS MÍDIAS DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA da UFF (Universidade Federal Fluminense), professor no MBA Serviços de Telecomunicações e na Pós-Graduação Especialização em Comunicações Móveis também da UFF, CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica), UVV (Universidade de Vila Velha) e da FACAM. Coordena ainda no Brasil o GVF-Global VSAT Fórum, ministra palestras e tutoriais em eventos como os da SET, Broadcast & Cable, Telexpo, SUCESU, Futurecom e outros ambientes. É autor de artigos e publicações técnicas especializadas para diversas mídias. É reconhecido por sua forte atuação no mercado de telecomunicações, broadcast e internet de uma forma abrangente e pelo seu diversificado domínio de tecnologias, sistemas, redes, serviços e soluções para clientes. Engenheiro Eletrônico pela Escola de Engenharia da UGF, Pós-Graduado na UFF em Telecomunicações com especialização em TELEMÁTICA e conferencista em congressos nacionais e internacionais.