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Elegemos a reportagem da revista quatro
rodas com a que melhor pode apresentar este modelo para vocês.
Fonte:
Revista Quatro Rodas
"...Desde a
apresentação, dirigimos o Civic mais nove vezes. Nove
reencontros e continua um carro impressionante. Nenhum nacional
é tão visceralmente esportivo. Ele não faz questão de mostrar
isso, a única dica é o volante pequeno e achatado, mas está tudo
ali. Não espere encontrar maquiagens como alumínio perfurado,
mas veja como o pedal do acelerador é longo e preso ao chão,
como o de um BMW. É para dar mais precisão ao acionamento. A
direção não é pesada, mas a comunicação entre volante e rodas é
mais direta que a de algumas Ferrari. O pára-brisa inclinado,
tanto quanto o de um Honda NSX, obriga a fazer uma discreta
ginástica para entrar e sair. Ele conspira junto com a linha de
janelas alta (a meio caminho entre o ombro e o cotovelo) e o
painel com duas ilhas para você sentir-se num esportivo. Mesmo
que seja com mulher e filhos ao redor.
Boa parte
das opções que a Honda fez é apreciada por qualquer tipo de
motorista. O motor 1.8 é uma pérola em suavidade, desempenho e
economia. Acaba de ser reeleito um dos cinco melhores do mundo
(no International Engine of the Year) na fervilhante categoria
de 1.4 a 1.8. É o único da lista sem as palavras da moda: turbo,
injeção direta, híbrido ou diesel. Chama atenção não pelos
recursos, mas pelos resultados. O modelo automático consegue
13,6 km/l no nosso teste de consumo rodoviário, um número além
do alcance dos nossos carros pequenos. E anda rápido
A engenharia sofisticada da Honda também
agrada a todas as platéias quando consegue aproveitar tão bem o
espaço na cabine. O Civic tem mais e melhores porta-objetos que
seus dois rivais, além do piso plano no banco de trás. Isso
ameniza as limitações de ter a menor carroceria do trio.
Ameniza, mas não resolve, e espaço é uma necessidade
indispensável para grande parte dos compradores de sedãs médios.
O aperto é mais sentido no porta-malas, que, com míseros 340
litros de capacidade, é menor que o de um hatch como o Fiat
Stilo. Em parte, é por culpa da suspensão traseira independente.
Ela ocupa mais espaço e custa mais que as convencionais do tipo
barra de torção. Por outro lado, garante qualidade de rodar
capaz de agradar aos motoristas mais exigentes. Mas por acaso
você é um somelier em ajustes de suspensão?
Faria mais
sentido a Honda gastar os reais da suspensão traseira cara em
computador de bordo, comandos do rádio no volante, piloto
automático ou faróis de neblina. Equipamentos que fazem falta
num carro como esse, de 69 885 reais. Ainda assim, ele é a
aposta certeira. É o atual líder do mercado, com risco zero de
se tornar um mico na revenda. A Honda fabrica Civic no Brasil há
dez anos e anunciou planos de nacionalizar a produção dos
motores, e isso afasta medos sobre escassez de peças ou
encarecimento devido a reviravoltas na taxa de câmbio. Além de
enraizada no país, a rede autorizada é campeã de satisfação no
prêmio Os Eleitos..."
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