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Apple - Iphone - 4

 

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Fonte: Website:www.info.abril.com.br

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Com o iPhone é assim: ou é o melhor smartphone da face da Terra, ou uma porcaria que nem consegue fazer ligações direito. A quarta versão do aparelho e seu problema de antena potencializaram as reações desproporcionais de ambos os lados – os críticos têm aproveitado para bater na velha tecla de que o celular é jogada de marketing e nada mais; os fanboys mantêm-se cegos, recusando-se a aceitar que sua joia tem um defeito. Nas últimas semanas, testamos o brinquedo para comprovar algo já esperado: ele continua inigualável, quando o papo é facilidade de uso. Mas dá muitas bolas fora.

Dois aparelhos passaram pelo INFOLAB: um bloqueado, comprado nos Estados Unidos sem contrato com a AT&T por 699 dólares, e um desbloqueado vindo da França, onde custa 739 euros. Não há datas e preços definidos para sua estreia no Brasil, mas espera-se que ele venha em setembro. Por enquanto, o aparelho pode ser encontrado no MercadoLivre por valores entre 2.500 e 4.000 reais, na versão de 32 GB.

Antes de mais nada, vamos aos resultados de nosso teste com a famigerada antena. Ela fica na junção dos frisos de aço na lateral direita e, quando o usuário coloca a mão sobre essa região, a intensidade do sinal cai. Forçamos essa situação, e o defeito apareceu quando empunhamos o celular com a mão esquerda. No entanto, em nenhum momento as chamadas foram perdidas. Quando repetimos a experiência usando as capinhas sugeridas pela Apple, a oscilação de sinal foi quase imperceptível.

Mais lamentável que o problema em si é a maneira como a empresa tem lidado com o assunto. Após as queixas no início das vendas nos Estados Unidos (24 de junho), a Apple negou qualquer defeito, sugerindo que os usuários segurassem o iPhone de outro jeito. Depois, afirmou que o vilão seria o indicador de sinal em barras, impreciso por causa da metodologia de mensuração das operadoras. Por fim, reconheceu a falha, mas disse que esse era um problema de qualquer celular e decidiu distribuir gratuitamente os bumbers (capas) para quem comprar o smartphone até 30 de setembro. Depois disso, cada um providencie o seu por 29 dólares.

O sistema operacional iOS 4 nasceu com o iPhone 4 e pode ser instalado nos modelos 3G e 3GS. No entanto, algumas novidades não funcionam nos aparelhos antigos. É o caso do FaceTime. Já a função para multitarefa roda apenas no 4 e no 3GS, mas não no 3G.

Apertando o botão principal duas vezes, uma lista aparece no rodapé da tela, mostrando todos os programas abertos. Basta tocar o desejado para que ele passe para o primeiro plano. Ao manter o dedo sobre um desses atalhos por alguns segundos, aparecem sinais indicando que dá para fechar os processos por ali mesmo. Os aplicativos ficam em espera, mas algumas exceções trabalham em paralelo, como serviços de VoIP e navegação por GPS.

Já é possível encontrar na App Store muitas atualizações de software para trabalhar com multitarefa. O Skype, que até poucos dias não estava preparado para isso, agora já funciona corretamente. Entre outros programas importantes atualizados recentemente, está o iBooks, que ganhou uma ferramenta para sincronizar marcações nos livros entre iPhones e iPads, além da possibilidade de abrir arquivos em PDF.

Agora também é possível agrupar os atalhos da área principal em pastas, uma boa para quem deseja reunir os programas da mesma categoria. Isso aumenta um pouco as limitadas possibilidades de personalização do iPhone. Outro recurso novo é a possibilidade de trocar o papel de parede sem recorrer a aplicativos de terceiros.

Tanto a função de multitarefa quanto a manipulação dos ícones funcionaram muito bem durante os testes, sem apresentar lentidão. No iPhone 4, o resultado foi ainda melhor, por causa dos avanços do hardware. Ele recebeu um chip A4 de 1 GHz e tem memória RAM de 512 MB. Além da velocidade notável ao alternar entre programas, o aumento da autonomia da bateria também é espetacular. O smartphone aguentou 8 horas e 58 minutos durante chamadas de voz, enquanto o modelo anterior suportou apenas 4 horas e 26 minutos, com o sistema iOS 4.
 

Antes de ver qualquer recurso novo do iPhone 4, você já tem algo para admirar: a excelente tela de 3,5 polegadas, com taxa de contraste de 800:1 e resolução de 960 por 640 pixels. Batizada de Retina Display, ela tem nitidez impressionante e exibe cores naturais. Bate qualquer smartphone do mercado. A experiência com visualização de imagens, páginas da web, vídeos do YouTube em alta resolução e games ficou ainda melhor do que nos aparelhos anteriores. O display não acumula a gordura das pontas dos dedos, assim como a traseira, que teve esse problema estético resolvido por uma cobertura de vidro oleofóbico.

O vidro traseiro não tem apenas função estética. Segundo a Apple, ele é altamente resistente contra impactos e arranhões. As principais diferenças físicas entre o iPhone 4 e o 3GS são a traseira plana e as laterais com acabamento em aço inoxidável. A espessura do aparelho diminuiu em 25%, deixando a carcaça com apenas 0,9 centímetro. Mesmo assim, o som do pequeno alto-falante está melhor.

Para ficar fininho assim, o aparelho teve muitas modificações por dentro. A mais evidente está no uso do cartão microSIM, um chip menor que o normal e vendido no Brasil apenas pela Vivo. No entanto, é possível cortar um SIM card tradicional para que ele fique no formato do microSIM. O problema é a inutilização de seu cartão para outros aparelhos. A outra novidade é justamente a famosa antena, que agora fica na parte externa, contornando o celular.

Para a Apple, o nome de videoconferência é FaceTime, novo recurso do iPhone 4. É algo divertido, mas nada além disso. Agora é possível realizar chamadas em vídeo entre usuários do aparelho, usando Wi-Fi. Você precisa estar conectado a um hotspot e ter um amigo que possua iPhone 4 e também esteja conectado a uma rede sem fio. É preciso que um microSIM esteja habilitado, mas não dá para usar a ferramenta com 3G.

Com a ligação em andamento, basta apertar o botão FaceTime para iniciar a conferência. Na maior parte da tela, fica a imagem do interlocutor, enquanto você fica num cantinho. É possível usar a câmera frontal, com resolução VGA, ou a principal, com qualidade muito superior.

A câmera tem 5 megapixels e flash de LED. Além da melhora na qualidade das fotos clicadas nos testes, o iPhone 4 ficou mais ágil para registrar as imagens (0,25 segundo, em média, contra 0,35 segundo do iPhone 3GS). Mas ainda fica devendo funções básicas de câmeras compactas. A novidade é que agora aparece uma barra para o ajuste do zoom.

A filmagem também está melhor. Agora é possível gravar vídeos em alta definição (720p e 30 FPS) com resultados admiráveis. Filmes capturados nos testes ficaram com muito boa qualidade. Na ocasião, a versão móvel do aplicativo iMovie (4,99 dólares), que promete editar arquivos grandes com agilidade, ainda não estava disponível, mas o editor de vídeo nativo do iPhone 4 foi suficiente para pequenos ajustes
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