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Fonte:
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/smartphones/iphone-4s.shtml

Elegemos este site como o que detém informações
atualizadas e completas acerca deste produto para você. (transcrição
parcial)
Não foi amor à primeira vista. Logo no primeiro
encontro, o iPhone 4S decepcionou a imprensa mundial e os analistas
financeiros. Quando o aparelho foi apresentado em 4 de outubro,
durante um evento na sede da Apple, na Califórnia, Estados Unidos,
seus truques não convenceram. Todos esperavam por outro celular, o
iPhone 5, sobre o qual circularam dezenas de boatos nos meses
anteriores. O dispositivo teria uma tela maior, com um design
completamente diferente e seria ainda mais fino. O que apareceu foi
um iPhone 4 aprimorado. Não deu outra. O valor de cada uma das ações
da Apple caiu 20 dólares naquele dia. Mas a desconfiança não durou
muito tempo.
Quando o smartphone chegou às lojas na semana seguinte, em 14 de
outubro, todas as resistências simplesmente evaporaram. As lojas
venderam 4 milhões de unidades em apenas três dias nos sete países
onde o modelo estava disponível inicialmente: Estados Unidos,
Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Austrália e Japão. Outros 22
deveriam receber o smartphone no dia 28 de outubro e é bem provável
que o Brasil entre na terceira leva, de 70 países, prevista para o
mês que vem – ou seja, a tempo do Natal. O recorde obtido pelo
iPhone 4S foi o melhor resultado comercial de um smartphone em toda
a história. Os números representam mais que o dobro das vendas do
iPhone 4 no mesmo período.
A Samsung, uma das principais concorrentes da Apple no setor, levou
muito mais tempo – cinco meses – para vender 10 milhões de Galaxy S
II, que roda o sistema Android, em todo o mundo. Se a empolgação dos
consumidores continuar, o iPhone 4S pode bater esse número até o fim
do ano, ou seja, em menos de três meses. Bom para a Apple, que ganha
tempo para conseguir preparar o iPhone 5. Ao que parece, os rumores
sobre o desenvolvimento do dispositivo não eram infundados. De
acordo com o site 9to5Mac, a fabricação do celular teria apresentado
uma série de problemas por conta da espessura menor, o que adiou o
lançamento. Considerado o último projeto de Steve Jobs, o
dispositivo deve sair no ano que vem.
Depois de superar a repercussão negativa e provocar euforia em
escala global, o iPhone 4S parece destinado a repetir o sucesso dos
modelos anteriores. Para descobrir suas armas secretas e saber se
toda essa empolgação se justifica, INFO fez uma bateria de testes no
aparelho. Dentre os milhões que foram vendidos no planeta, um deu
uma passada pelo INFOlab. Breno Masi, fundador da Fingertips, que
desenvolve aplicativos para smartphones, emprestou a INFO um dos
dois iPhones 4S que adquiriu no primeiro dia de vendas. Ele
enfrentou uma fila de 26 horas para comprar a versão desbloqueada em
uma loja de um shopping center em Toronto, no Canadá.
Numa olhada rápida, é muito difícil distinguir
o iPhone 4S do iPhone 4. Só quem é bom no jogo dos sete erros pode
notar a pequena diferença entre os modelos. Enquanto o 4 tem três
divisões para separar as duas antenas laterais (uma de cada lado e
outra no topo), o 4S tem quatro (duas na esquerda e duas na
direita). A mudança foi feita provavelmente para corrigir de vez os
problemas de recepção de sinal. Além de estarem dispostas de maneira
diferente, as antenas se revezam para garantir um melhor desempenho
– o que, por outro lado, aumenta o consumo da bateria. Não houve
outras alterações no design. O posicionamento dos botões, das
entradas e da câmera é idêntico. Até mesmo o peso foi mantido em
exatos 141 gramas.
Na parte interna, há duas diferenças importantes. A primeira delas é
a presença do processador A5, de dois núcleos e 1 GHz, o mesmo do
iPad 2. Com esse QI mais avantajado, o iPhone 4S consegue realizar
tarefas complexas com maior rapidez do que o seu antecessor. Nos
testes, rodamos o benchmark Geekbench para verificar o tamanho da
diferença. Enquanto o iPhone 4 com sistema operacional iOS 5 atingiu
377 pontos, o novo modelo conseguiu 622 pontos. Isso significa que o
desempenho do conjunto formado por processador e memória aumentou
quase duas vezes. Embora tenha o mesmo cérebro, o 4S não empata com
o iPad 2, que consegue um resultado ainda melhor, de 754 pontos.
Nem todos vão notar esse aumento de performance. Aqueles que usam o
smartphone de maneira intensa, rodando aplicativos mais complexos,
certamente vão perceber uma melhora no desempenho. Entre os
programas que exigem maior performance do celular estão games em 3D,
editores de documentos como o Pages ou softwares que empregam
criptografia. Nas tarefas básicas, no entanto, como navegar pelos
menus e usar o Calendário, o Mail e o Mensagens, o INFOlab não
identificou qualquer alteração na velocidade, em comparação com o
iPhone 4. Nesse caso, as tarefas levam em média meio segundo para
serem executadas nos dois aparelhos.
A segunda principal modificação do 4S ocorreu na câmera, que agora
tem 8 megapixels. A Apple não aumentou apenas a resolução como
também adotou um novo conjunto de lentes, capaz de capturar mais
luz. Há ainda um novo sensor retroiluminado, mais sensível à
luminosidade do ambiente. Combinados, os dois aprimoramentos levam o
dispositivo a se sair muito bem em cenas mais escuras. O aparelho
superou o Galaxy S II, da Samsung, nessas situações, registrando
fotos com mais detalhes. Também teve maior facilidade do que o rival
para fotografar objetos bem próximos, ou seja, em modo macro. Já em
situações de luminosidade intensa, como sob o sol do meio-dia, o
Galaxy S II conseguiu melhores resultados, com cores mais vivas. De
um modo geral, as câmeras de ambos produziram imagens de qualidade
equivalente.
Só que o iPhone 4S é imbatível na
velocidade com que consegue fotografar. Enquanto em muitos
smartphones há uma pequena demora entre o ajuste do foco, o disparo
e a gravação do arquivo, no 4S basta abrir a câmera e clicar para
obter a foto de modo instantâneo. Por enquanto, ninguém é mais
veloz. A qualidade dos vídeos produzidos pelo aparelho, que grava em
alta definição (1080p), também impressiona. As cores são muito
fiéis, e não faltam detalhes às cenas gravadas com 30 quadros por
segundo. Não chega a ser igual a uma câmera avançada, como uma EOS
5D Mark II, da Canon, mas é um resultado bem decente – e excepcional
para um celular. Dentro os aparelhos já testados pelo INFOlab, ele é
o que apresentou os melhores resultados com vídeo.
De todas as novidades incorporadas pela Apple
ao iPhone 4S, a mais interessante é a assistente digital Siri. Por
meio de inteligência artificial, ela responde a perguntas feitas por
voz e realiza uma série de tarefas. Outros aparelhos, como celulares
com o sistema operacional Android, do Google, e o próprio iPhone 4
também conseguem compreender alguns comandos de voz. Siri, porém,
entende variações de linguagem e não reage apenas a determinados
termos. A assistente deduz que você deseja saber sobre a previsão do
tempo se perguntar “Vai chover hoje?”, “Haverá sol no fim de
semana?” ou “Devo levar um guarda-chuva?”.
Mais do que isso, Siri procura reagir como um ser consciente. Se
você cumprimentá-la, ela vai responder “Olá”. Se perguntar sobre
qual é o sentido da vida, terá várias respostas na ponta dos bits.
Se disser que a ama, ela pode devolver o elogio. Se pedir uma
opinião, Siri não vai se comprometer. A interação ocorre de maneira
amigável, como uma conversa. Os engenheiros da Apple tiveram o
cuidado de prepará-la para responder até a brincadeiras, o que torna
seu uso bem divertido. Forma-se, naturalmente, uma empatia com o
aparelho. Dá para agendar compromissos, pedir para tocar uma música,
ditar e enviar um torpedo ou um e-mail, fazer cálculos, pesquisar a
web com Google, Bing ou Yahoo!, traçar uma rota, telefonar,
programar um alarme ou um timer e escrever uma nota, entre outras
tarefas.
Agora, o lado chato da história. Siri depende de uma conexão com a
internet para funcionar e, por enquanto, só fala três idiomas:
inglês, francês e alemão. Não se sabe se a Apple prepara uma versão
que converse em português, que estaria disponível quando o aparelho
começar a ser vendido por aqui. Sem isso, o iPhone 4S perde um
importante diferencial em relação aos concorrentes. A assistente foi
criada por uma startup adquirida pela empresa no início de 2010 e,
antes de fazer parte do smartphone, estava disponível para download
na App Store. Isso quer dizer que rodava no iPhone 4. Parece que a
Apple preferiu manter o software como uma novidade exclusiva do
iPhone 4S não por restrições de hardware, mas para atrair
consumidores.
O iOS 5, a nova versão do sistema
operacional da Apple para smartphones, iPods Touch e tablets, traz
um pacote de recursos que melhoram a usabilidade. O iCloud
sincroniza dados e arquivos online, mantendo um backup das suas
informações e permitindo o acesso ao conteúdo por meio de diferentes
aparelhos. Há também uma central de notificações copiada do Android,
que reúne desde avisos de e-mails recebidos até atualizações de
redes sociais. E pode-se sincronizar o telefone com o iTunes por
Wi-Fi, dando adeus aos cabos. Mas tudo isso não pode ser considerado
como uma vantagem competitiva do iPhone 4S, porque o iOS 5 roda nas
duas versões anteriores do celular (4 e 3GS). Nos Estados Unidos, os
dois modelos continuam a ser vendidos, com um bom desconto. É bem
possível que isso se repita no Brasil. Quem pretende trocar de
telefone ou comprar um iPhone deve esperar pelo 4S, para ver como
ficarão os preços.
A grande desvantagem do iPhone 4S está no tempo de duração da
bateria, eterno motivo de reclamação de quem tem smartphone. Nas
medições do INFOlab, o tempo de conversação chegou a apenas 6h24.
Com iOS 4, o iPhone 4 obteve a marca de 8h58 no ano passado e,
rodando iOS 5, a duração caiu para 5h35. O teste de bateria foi
realizado antes da atualização para o iOS 5.0.1 que, segundo a
Apple, corrige o problema. O sistema é um dos principais
responsáveis pela redução de autonomia e, no iPhone 4S, o novo
processador e o rodízio das antenas também têm sua parcela de culpa.
Mesmo deixando a desejar nesse ponto, o iPhone 4S é um dos melhores
celulares já desenvolvidos. Não traz uma revolução, mas certamente é
uma evolução do aparelho. Como os concorrentes com Android atingiram
um patamar equivalente e o Windows Phone está chegando, a briga
promete ser feroz.
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