Manobra de skate?
Mais um salto maluco da Daiane dos
Santos? Nada disso, Backflip é o novo
smartphone da
Motorola com
Android, feito para quem curte um
visual, digamos, diferente. Seu
mecanismo é semelhante ao usado nos
celulares flip, mas ao contrário – o
teclado e a tela touchscreen ficam
expostos até quando ele está fechado.
Juntando isso e a interface MOTOBLUR,
que integra as redes sociais numa só
tela, temos um
celular na medida para os tuiteiros
dispostos a gastar 499 reais, no plano
de 200 minutos da Vivo, com 500 MB de
dados. Desbloqueado, ele custa 1.699
reais.
Fechado, o modelo parece irmão mais novo
do
DEXT. Porém, em vez do convencional
formato slider, o
celular é aberto como se fosse um
livro. E o mais estranho é que o teclado
fica na parte de trás. Como se o nível
de bizarrice já não estivesse elevado, a
Motorola ainda inventou de colocar o
trackpad na traseira da tela. Motivo?
Assim você não precisa passar o dedo na
frente do conteúdo que deseja
visualizar, ao pilotar os menus pela
tela. O recurso é útil na hora de ver a
galeria de fotos, por exemplo.
Gostar ou não do visual é uma questão
subjetiva, mas o fato é que esse formato
abre algumas possibilidades
interessantes de uso. Quando você forma
com o
smartphone um ângulo de 90 graus,
ele funciona como um rádio-relógio,
exibindo horário, temperatura local e
configurações do despertador. Outra
coisa legal é que a posição da câmera de
5 megapixels (no canto esquerdo inferior
do teclado) ajuda na hora de tirar
auto-retratos, quando o aparelho está
totalmente aberto.
A tela capacitiva de
3,1 polegadas, com resolução de 320 por
480 pixels, tem ótima sensibilidade, mas
é prejudicada pela lentidão do sistema.
Às vezes o
Motorola Backflip demora para
responder aos comandos com o dedo,
principalmente na abertura de
aplicativos. Além disso, uma pequena
área na parte superior do display não
responde ao toque, como se percebe ao
utilizar programas de desenho. Quanto ao
teclado, não há reclamações. Seus botões
são grandes e facilitam até mesmo a
digitação de símbolos e acentos, o que
geralmente é um martírio de fazer no
celular.
O aparelho tem o pacote completo de
conexões:
Wi-Fi,
3G e
GPS. Todas as redes funcionaram sem
problemas nos testes do INFOLAB –
conectaram com facilidade e mantiveram o
sinal estável. O navegador trabalha com
o Google Maps, que possui uma bússola
para ajudar na orientação, ou então com
o Motonav, que dá indicação de rota a
cada curva, mas tem licença para teste
de 60 dias. Uma limitação do Backflip,
comum a quase todos os aparelhos com
Android, é a impossibilidade de
instalar programas no cartão de 8 GB.
Eles podem ser colocados apenas na
memória interna de 512 MB. O
Android está na versão 1.5, mas a
Motorola promete sua atualização.
Quando se fala em diversão, o Backflip
não possui nenhum recurso inovador vindo
de fábrica. Mas sua câmera de 5
megapixels, com flash de LED e foco
automático, tira fotos de boa qualidade.
O player de música também é o padrão do
Android, mas o recurso MotoID
consegue identificar as canções que
estão tocando no ambiente. Em nossos
testes de autonomia, a bateria aguentou
354 minutos durante chamadas de voz. Não
é um resultado ruim, mas está longe da
performance fenomenal do
DEXT, que ficou 610 minutos longe da
tomada.
O
Motorola Backflip, assim como seu
irmão
DEXT, mistura todos os contatos do
telefone e da internet numa só tela e
mostra as atualizações deles no Facebook,
MySpace, Twitter, Picasa, Photobucket e
Last.fm. As mensagens enviadas
diretamente a você, seja por torpedo,
e-mail ou qualquer uma dessas redes,
aparecem num outro widget. Também existe
uma espécie de post-it virtual, no qual
é possível digitar uma mensagem pessoal.
Automaticamente, esse texto vai para
todas as redes. Nada disso dá trabalho,
pois na primeira vez em que o aparelho é
ligado, aparece uma lista com todos os
serviços e espaços para colocar logins e
senhas.
O mesmo conceito é usado no leitor de
feeds RSS. Você pode colocar as notícias
de um site específico num widget e
clicar nele para abrir título e chamada
para o texto. Com uma deslizada de dedo
para o lado, aparece a próxima notícia.
Dá para inserir várias dessas caixinhas,
uma para cada fonte de conteúdo. Os
widgets de previsão do tempo, barra de
busca do Google, e-mail e tocador de
música, por exemplo, continuam
disponíveis e até melhorados, em relação
às versões anteriores do
Android.
Para caber tudo isso na tela, a
Motorola aumentou o número de áreas
de trabalho do sistema operacional de
três para cinco. Para quem realmente usa
todas essas redes várias vezes ao dia e
não quer ter o trabalho de acessar os
sites de notícias, a interface do
Backflip pode funcionar. Mas quem se
comunica somente por e-mails, mensagens
instantâneas e telefone, vai achar a
solução da
Motorola um tanto confusa. Ela exibe
muitas informações de uma só vez e exige
que seu cérebro funcione na mesma
freqüência alucinada.







