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Fonte:Website -
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/smartphones/smartphone-motorola-milestone-2.shtml
Elegemos este site como o
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O Milestone 2, da
Motorola, dá um salto em relação à versão anterior. Traz o
Android 2.2 (Froyo), que aproveita melhor o hardware do
equipamento. Com bom poder de processamento, exibe conteúdo com
fluidez, inclusive em Flash. Também vem com a última versão do
Motoblur, interface que centraliza os contatos das redes sociais
como Facebook e Twitter. O design está menos sisudo que na
primeira versão. A digitação pelo teclado QWERTY físico, com
teclas bem espaçadas, é confortável. O player de música tem
recursos interessantes, como a integração com o serviço
ShoutCast, de rádios online. A brincadeira sai por R$ 1699, em
preço sugerido.
Com design praticamente idêntico ao primeiro da série, o novo
Milestone – conhecido como Droid, nos EUA – continua grande.
Praticamente com as mesmas medidas de largura e comprimento que
os iPhones de geração até a 3GS, o Milestone 2 possui um
tiquinho a mais de espessura que o tal telefone da Apple – 3
milímetros. A pegada do dispositivo é boa, mesmo para mãos
delicadas.
O tamanho a mais do Milestone pode ser um fator decisivo para
que alguém opte por outro celular. Mas os milímetros extras não
vêm por acaso: o teclado físico QWERTY está lá: e melhorado. Não
há mais espaços vazios entre teclas – que, agora, são bem
maiores – e o controle direcional, que foi removido por
completo.
Ao abrir o
smartphone, “chamando” o teclado, a nova versão do celular
possui a mesma sensação – característica – que o antecessor, já
que manteve o slide sem molas. As teclas ganharam um pouco de
relevo, mas ainda é pouco quando comparamos, por exemplo, às do
Xperia Mini. Acostumar-se a digitar no Milestone 2 é uma
missão, mas que pode gerar boas recompensas. O teclado físico
também possui uma contrapartida virtual que é acionada por Swype,
meio de digitação que, para muitos, se torna uma necessidade
após seu primeiro uso.
Os botões Menu, Home e Voltar se mantiveram para a felicidade
geral da nação. O botão da ótima câmera é de duas fases, tais
quais os das DSLR ou compactas. Um ponto negativo do design,
contudo, é a dificuldade de trocar o cartão MicroSD, escondido
embaixo da bateria.
Nos EUA, a briga publicitária entre o iPhone (AT&T) e o Droid
(Verizon) é feia. A Verizon Wireless levou ao ar um comercial
sugerindo que os usuários do telefone da Apple seriam
“princesas”. Com essa parte, nós não concordamos, mas que o
Milestone 2 é um ciborgue, não há dúvidas.
Com acabamento metálico e partes emborrachadas para melhorar a
ergonomia, o Milestone 2 passa a sensação de segurança enquanto
é manuseado. Com uma mão, é possível atender uma ligação sem
problemas, tarefa que consideramos difícil de realizar em
aparelhos como o
Nokia N8.
Outra característica do Milestone 2 é a tela coberta pelo vidro
do tipo Gorilla Glass. Isso não quer dizer que é totalmente a
prova de riscos, como foi testado com o Dell Streak. Mas é uma
enorme vantagem sobre outros aparelhos, dispensando,
potencialmente, películas protetoras.
Se a tela é protegida por um vidro casca grossa, é porque é
valiosa. Apesar do gorila estar sempre por cima do LCD, a
resposta ao toque da tela capacitiva é excelente. A resolução é
de 800x480, enfiando mais pixels por polegada que o N8, o Galaxy
S e o HTC Desire. A densidade de 264 ppi só perde para a do
iPhone 4 (e a do novo iPod Touch), os quais possuem 329 cada
O sistema operacional Android 2.2 Froyo é um dos
carros-chefes do Milestone 2. Em testes, se apresentou 450% mais
rápido em determinados aplicativos. Some a isso o dobro de
memória em relação ao antecessor, pulando para 512 MB e um
processador desenvolvido pela Texas Instruments de 1 GHz. O
resultado é um celular rápido. Mesmo.
A interface do sistema operacional continua praticamente a
mesma, mas uma das coisas que não foi muito recebida no primeiro
Milestone foi o sumiço do Motoblur. O aplicativo de integração
de redes sociais da Motorola podia ser caótico demais para o
público corporativo, mas bateu aquela saudade nos executivos de
possuir atalho para o LinkedIn.
Para resolver a questão, a Motorola desenvolveu um Motoblur
menos intrusivo para este aparelho. Os limites entre um
aplicativo e outro, como o Google Maps, e-mail e Facebook, são
pouco percebidos, tamanha a velocidade de transição entre um e
outro. Em resumo, o aplicativo, em sua nova versão, roda
redondo. A adição e gerenciamento de contatos é quase a de um
Blackberry, dada sua praticidade.
O Froyo também trouxe várias vantagens na experiência do
usuário, como a última versão do Flash. Na galeria de imagens
agora há prévia das fotos e as trocas de SMS compartilham o
layout do chat do Gmail. O Milestone 2 também tem a capacidade
de se tornar um hotspot 3G, compartilhando a conexão com
dispositivos habilitados por Wi-Fi.
Mais um engano que ficou para trás nesta versão do celular foi a
falta de memória interna. Com 16 vezes a capacidade do aparelho
anterior, o Milestone 2 possui 8 GB, que devem poupar a grande
maioria dos usuários de invadir os outros oito do MicroSD
incluído. É possível expandir a capacidade para até 40 GB,
trocando o cartão.
Nos testes do Infolab, a câmera se saiu bem. Com 8 megapixels
de resolução, possui flash em LED duplo e grava vídeos em alta
definição 720p. As capturas realizadas pelo Milestone 2
perderam, somente, do Nokia N8. Fotografias em alta
sensibilidade, eterno calcanhar de Aquiles dos sensores de
smartphones, o Milestone não destoou muito do rebanho e
apresentou ruído em ambientes iluminados artificialmente.
Mesmo com a presença de ruído as imagens em ambiente com
iluminação artificial apresentaram cores reais e boa nitidez.
Tanto na captura normal como com flash o smartphone se deu
melhor que concorrentes como o iPhone 4.
Entre os smartphones atuais, a bateria do Milestone 2 só
perde para a do Blackberry Torch, o qual possui uma tela meia
polegada menor e um processador de clock 400 MHz mais baixo. Nos
testes do INFOlab, a bateria durou 10h41min.
Pelo preço cobrado na data do lançamento, R$ 1699 que
acompanham um dock muito legal, o Milestone 2 deve constar em
todo topo de lista de quem quer escolher um smartphone hoje.
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