Sair de carro com o
GPS do
smartphone ligado é uma maravilha,
mas baixar os mapas quando não se tem um
pacote
3G ilimitado pode ser a maior
furada. A boa notícia é que a
Nokia liberou navegação gratuita
para alguns modelos, incluindo o
Navigator 6710, um especialista no
assunto. Ele traz no cartão de memória o
programa
Nokia Maps, que cobre cidades
brasileiras. Além de economia com
internet, proporciona ainda ganho de
performance, pois é rápido como um
GPS automotivo. Desbloqueado, ele
custa 999 reais.
Durante os testes de sua principal
função pelas ruas de São Paulo, o
aparelho se portou muito bem. Mesmo com
a visualização limitada pela tela de
apenas 2,6 polegadas, foi possível
enxergar todas as instruções sem fazer
confusão. Os comandos de voz também
foram passados com a devida antecedência
em relação às manobras. A localização
dos satélites mostrou-se rápida,
principalmente quando o método de
GPS assistido pela rede
celular estava ativado – mas, nesse
caso, o
celular gastou alguns megabytes de
dados.
O menu principal do programa de
navegação não é muito parecido com o dos
aparelhos de
GPS automotivos. Ele não possui
campos específicos para busca de cidades
ou ruas, por exemplo. Para encontrar
destinos, é necessário digitar o
endereço completo. Nada que alguns
minutos de prática não resolvam. Também
é preciso ter paciência com a digitação
via teclado alfanumérico. Um problema é
a pouca quantidade de pontos de
interesse cadastrados. Uma vantagem é o
suporte para colocar o modelo no vidro
do carro.
Suprindo faltas de
suas versões anteriores, agora o
Navigator 6710 tem pacote completo de
conexões:
3G,
Wi-Fi e Bluetooth. Quando se fala de
conectividade e aplicativos, portanto,
ele fica devendo muito pouco aos
smartphones topo de linha da marca.
Seu processador de 600 MHz acelera o
celular de forma competente, mas
sofre para manter muitos programas
abertos e ainda trabalhar com
velocidade.
Com 5 megapixels, a câmera segue o
padrão Carl Zeiss de qualidade. Tem
flash duplo de LED, foco automático,
estabilizador óptico e ajuste de
exposição, por exemplo. As fotos tiradas
no INFOLAB ficaram muito boas, mesmo em
ambientes com iluminação apenas
razoável. Os arquivos de imagem, vídeo e
música vão para o cartão microSD de 2
GB, já que a memória interna tem somente
50 MB.
Entre os programas pré-instalados no
celular, não há nada muito diferente
do que vemos na maioria dos aparelhos
com Symbian. Ele tem QuickOffice com
suporte à versão 2007 do pacote de
escritório (exceto PowerPoint) e acesso
rápido a alguns serviços na internet,
como YouTube e Facebook. No mais, vale
apenas ressaltar o visual bonito da
galeria de imagens e a tela de ótima
qualidade até para rodar jogos e
pequenos vídeos.
A evolução na
construção do Navigator 6710 é notável,
se o compararmos com modelos anteriores
da
Nokia, como o
N85 e o
N96. A estrutura continua sendo de
plástico, mas agora ela parece mais
rígida. Isso deve solucionar um problema
levantado por grande parte dos usuários
de
Nokia, que reclamam da durabilidade
dos
celulares mais recentes da marca –
não é difícil encontrar modelos dessa
série com a tampa e o mecanismo slider
mal encaixados após menos de um ano de
uso.
O visual também passou por uma bela
recauchutagem. O corpo do telefone agora
está mais fininho, com 1,6 centímetro de
espessura. Uma leve curvatura na parte
de baixo ajuda na ergonomia e ainda
aproxima a sua boca do microfone. O
teclado slider desliza suavemente para
abrir e fechar, e todos os botões são
macios. Outro detalhe caprichado é a
tampa que cobre a porta microUSB e o
slot para cartões. Ela protege bem as
conexões, mas é um pouco difícil de
fechar. A câmera também poderia ter uma
cobertura.
No teste de bateria, o
celular ficou apenas dentro da média
para um modelo avançado. Sua autonomia
foi de 440 minutos, durante chamadas de
voz. Levando em conta que a tela não é
tão grande assim e nem sensível ao
toque, esse resultado poderia ser
melhor. Para não correr o risco de
perder o
GPS durante uma longa viagem, um
carregador veicular vem na caixa do
produto.







