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Fonte:Website -
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/smartphones/o-nokia-n97-encara-o-iphone-e-o-android.shtml
Elegemos este site como o
que detém informações concretas e relevantes acerca deste
produto para você.
Olhando apenas os recursos e a configuração do hardware, não
é exagero dizer que o
Nokia N97 é o
smartphone mais completo da atualidade. Por ser o primeiro
aparelho da marca a apostar na combinação de teclado QWERTY
deslizante e tela sensível ao toque, ele já teria credenciais
para brigar com
iPhone e
Android. Mas, além da lista obrigatória para um gadget dessa
categoria, que inclui
Wi-Fi,
3G, Bluetooth e GPS, o modelo parte para o apelo com seus 32
GB de memória interna e uma fantástica câmera de 5,4 megapixels.
Se você achou tudo isso tentador, muita calma nessa hora.
Afinal, um grande
celular não é composto somente por sua lista de
especificações, certo?
Passamos uma semana testando o novo monstrinho da
Nokia, já com software em português. Em linhas gerais, o
aparelho é fantástico, com interface melhorada em relação à de
seus antecessores da
série N. Só uma coisa poderia melhorar nos componentes: o
processador, de apenas 434 MHz. Para se ter uma ideia, o
iPhone 3GS tem chip de 620 MHz. O clock mais baixo provoca
certa lentidão quando há muitos aplicativos abertos.
Após avaliarmos o conjunto da obra, tiramos uma conclusão: mesmo
tão poderoso, o N97 ainda não está no mesmo nível de seus
grandes rivais. E tudo porque o
Symbian S60, aqui em sua quinta versão, tem cara de
ultrapassado perto dos sistemas operacionais da
Apple e do Google. Ou vai dizer que uma interface que exige
barra de rolagem e canetinha stylus é o suprassumo da inovação?
O esforço na personalização da tela principal valeu a pena, mas
deixou muitas informações juntas e confusas. E, para chegar às
aplicações nos menus internos, às vezes você precisa de vários
cliques. Agora, o maior problema ainda são os programas com
letras pequenas, como o navegador, embora o zoom com o dedo e o
direcional físico ajudem muito. As telas abaixo mostram
situações em que o usuário precisa do botão.
Justiça seja feita, algumas coisas estão bem legais nessa
versão do
Symbian. A tela principal tem vários widgets
personalizáveis. Você pode trocá-los de lugar e colocar notícias
logo na cara, por exemplo. Porém, essa interface não parece
feita para atalhos, e sim para RSS, bem ao estilo do iGoogle.
E-mails, feeds e informações sobre a temperatura ficam muito bem
na telinha. Novidades da Amazon e chamadas para Associated Press
e Bloomberg também podem ser colocadas ali. Já o acesso aos
aplicativos é mais intuitivo pelo bom e velho menu da
Nokia, com o botão físico prateado localizado abaixo do
display. Veja, abaixo, como é a cara do software.

Saindo da tela principal e dos menus, a maioria dos aplicativos
está muito bem adaptada à interface do N97. O Facebook é um
ótimo exemplo – sua divisão por abas facilita a navegação e
permite ao usuário deslizar o dedo sobre a tela para rolar a
página. É pena não ter essa liberdade em todos os cantos do
sistema operacional, que não permite rolar listas com esse
movimento. O AccuWeather é outro programa para aproveitar bem os
recursos touch screen. Ele informa a temperatura em diversas
cidades do mundo e tem visual simples, mas bonito. As telas
abaixo mostram isso.

Se a tendência foi criada pela HTC, por enquanto quem melhor
fez um aparelho juntando touch screen e teclado físico foi a
Nokia. Primeiro, porque o acabamento do N97 é impecável. As
peças que fazem a tela deslizar são bem mais resistentes que as
do primeiro
Android e não fazem barulho durante o movimento. A carcaça
toda emborrachada proporciona uma pegada excelente. Ele não é
tão fino quanto o
iPhone, mas cabe tranquilamente no bolso. E o teclado físico
emborrachado, embora não seja dos maiores, tem botões bem
espaçados. Em poucos segundos você já está adaptado a ele e sai
digitando com velocidade.
A segunda bola dentro da
Nokia para fazer o aparelho funcionar bem quando está na
horizontal foi colocar nele uma tela de 3,5 polegadas com
proporção de 16 por 9, ou seja, widescreen. Como ela tem brilho
acima da média e resolução de 640 por 360 pixels, é uma
maravilha para assistir filmes e navegar pela internet com o
smartphone “deitado”. No YouTube, com dois toques sobre o
vídeo, você enxerga o clipe em tela inteira. Outra aplicação que
cai muito bem nesse display é o
Nokia Maps. É possível navegar pelas cidades com a maior
liberdade, deslizando os dedos no sentido horizontal. A tela não
é capacitiva, e sim resistiva, pois precisa funcionar também com
a caneta. Mesmo assim, ela responde muito bem.

Além dos recursos proporcionados pela interface touch screen,
outras coisas merecem citação. Uma delas é a função Remote Lock,
que bloqueia o N97, se você mandar uma mensagem SMS com um
código criado previamente. Isso pode ser útil, no caso de um
roubo. O sensor de movimento também tem outra utilidade, além de
girar a tela para acompanhar a posição do aparelho. Quando o
telefone toca e você o posiciona com a tela para baixo, ele
entra em modo silencioso, para não ficar berrando no meio de uma
reunião.
No quesito diversão, pouca coisa mudou em relação aos antigos
aparelhos da série N. Aliás, a
Nokia poderia ter caprichado nas galerias de fotos e vídeos,
já que essas coisas são tão legais de se usar com um
smartphone sensível ao toque. O único recurso mais avançado
nesse sentido é a câmera mesmo, que produz fotos excelentes, até
quando o ambiente não está muito iluminado. Afinal, lentes Carl
Zeiss e flash duplo de LED ajudam muito. Outra coisa legal é o
transmissor FM. Ele permite transferir o áudio diretamente do
aparelho para o rádio, usando uma frequência livre. É bom para
carros sem um player com Bluetooth ou conector para tocadores de
MP3.
O destaque final vai para a bateria. Em nosso teste com chamadas
de voz, o aparelho aguentou bravamente por 6 horas e 48 minutos
minutos, um dos melhores resultados entre os
smartphones touch screen. Levando em consideração seus
principais concorrentes, mostrados no gráfico abaixo, ele perde
somente para o
Samsung Omnia, que conseguiu o espetacular resultado de 10
horas e 32 minutos.
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