|

Fonte:
Web site:
saude.abril.com.br (transcrição parcial)
Elegemos este site como
o que detém as melhores informações acerca deste produto.
De
origem andina e pesquisada em terras
nacionais desde os anos 1990, só agora ela
começa a cair no gosto do brasileiro.
Especialistas assinam embaixo: esse alimento
pode fazer maravilhas pela sua saúde
por Paula Desgualdo
fotos Dercílio
Muita gente ainda nem ouviu falar dela, mas a quinua, que não
faz muito tempo desembarcou no Brasil, vem aos poucos
conquistando mais espaço em restaurantes e lojas de produtos
naturais. E quem ganha com isso, claro, é o consumidor.
“Apreciada e até venerada pelos povos dos Andes, ela é uma
refeição”, compara o cientista de alimentos Jaime Amaya Farfan,
que coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação na
Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. “A
quinua é muito completa em relação às quantidades de calorias,
proteínas, gorduras e carboidratos”, justifica.
Experimentos com aves mostram que o pseudocereal — sim, do
ponto de vista da botânica, apesar de parecida com os grãos
integrais, é isso o que a quinua é — carrega substâncias capazes
de melhorar o transporte de oxigênio pelas células do sangue.
Isso, inclusive, justifica em parte a sobrevivência dos antigos
exércitos andinos ao chamado “mal da altitude”, ou seja,
jornadas de trabalho hercúleas sob as dificuldades do ar
rarefeito.
Ah, sim: a quinua também é apelidada de espinafre com grãos.
“Isso por causa da proximidade entre as duas plantas”, explica o
agrônomo Walter Quadros, da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária — Cerrados, no Distrito Federal.
Pesquisas recentes apontam que as fibras e a saponina,
substância detergente que recobre a quinua, poderiam reduzir os
níveis de colesterol produzido pelo fígado. Incluíla no cardápio
seria também uma maneira de combater a obesidade. “Ainda faltam
estudos que esclareçam todos os seus benefícios para a saúde”,
pondera Farfan. Um sinal de que não são poucos.
Pergunte a qualquer especialista sobre quinua e ele
provavelmente irá salientar a qualidade da proteína dessa
semente, comparável à de alimentos de origem animal. O segredo
não está na quantidade, mas no equilíbrio entre vários tipinhos
proteicos que, juntos, oferecem quase toda sorte de
matéria-prima de que o organismo precisa. “Por isso dizemos que
têm alto valor biológico”, enfatiza a pesquisadora Ana Maria
Costa, que examina as características nutricionais da quinua na
Embrapa Cerrados. A quinua agrega, por exemplo, a lisina e a
metionina, aminoácidos encontrados na dupla arroz com feijão —
famosos por serem uma espécie de combinação perfeita.
Para retornar à página anterior, basta clicar aqui.
|