|
Foto:
Fonte: Web site:
Saúde.abril.com.br (transcrição parcial)
Elegemos este site como
o que detém as melhores informações acerca desta questão.
A
ciência ensina o que fazer no dia a dia para
que o sexo seja ótimo aos 20, 30, 40, 50,
60...
por Diogo Sponchiato
ilustrações Letícia Raposo
fotos Omar Paixão
É inevitável que, em meio a esses achados, a gente toque em
um assunto: seria então o envelhecimento um obstáculo ao sexo?
“O problema não é a idade em si, mas as doenças que costumam
aparecer com ela”, avalia a psiquiatra Carmita Abdo,
coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de
São Paulo. Por isso, é preciso coibir desde cedo os fatores que
desencadeiam obesidade, hipertensão...
A pesquisa americana aponta que a ala masculina, embora viva
menos, desfruta por mais tempo das relações sexuais.
“Diversamente dos homens, as mulheres enfrentam a derrocada dos
hormônios com a menopausa, o que afeta a libido, a lubrificação
vaginal e a vaidade”, justifica a ginecologista Carolina
Carvalho, da Universidade Federal de São Paulo. Mas nenhum
marmanjo deve sair por aí cantando de galo. “O estudo também
mostra que os homens perdem muitos anos de vida sexual devido a
doenças crônicas, como males cardiovasculares e diabete”, alerta
Otto Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade
Brasileira de Urologia.
Pelas preliminares desta reportagem já dá para sentir que a
expectativa de vida sexual espelha, na realidade, nossos
hábitos. Quem não fuma e foge dos abusos alcoólicos, por
exemplo, sai por cima. A seguir você confere por que suar a
camisa, afastar o estresse ou dormir bem também faz toda a
diferença para manter-se na ativa por anos e anos.
EXERCÍCIO FÍSICO
Caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta... Escolha uma
modalidade ou combine todas elas e você irá ganhar um bônus: uma
vida sexual bem mais quente. A ciência já tomou nota de que a
atividade física previne problemas que amolecem o rala e rola. A
começar pelo combate da obesidade, que dificulta as relações a
dois. “Os exercícios ainda melhoram a circulação do corpo
inteiro”, diz o cardiologista Carlos Serrano, da Sociedade de
Cardiologia do Estado de São Paulo. Assim, com o fluxo sanguíneo
livre, o pênis não pena tanto para conquistar e manter as
ereções e a vagina consegue ficar lubrificada com mais
facilidade.
ALIMENTAÇÃO
A disposição na cama é influenciada por aquilo que você bota no
prato. Maneire nos alimentos ricos em gorduras saturadas e
trans, que, com o tempo, atrapalham a viagem do sangue à região
genital, algo fundamental para a excitação. Certos nutrientes,
ao contrário, são muito bem-vindos. “O zinco dos frutos do mar,
a vitamina E dos óleos vegetais e a proteína, de preferência de
carnes magras, participam da formação dos hormônios sexuais que
interferem no desejo e no prazer”, lista Vanderlí Marchiori,
secretária-geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva.
Claro que nenhum alimento sozinho faz milagre — nem adianta se
esbaldar com amendoim, ovo de codorna.... “Também vale evitar
excessos à mesa antes de transar”, lembra Vanderlí.
SAÚDE MENTAL
Quer o nome do maior inimigo do sexo? Estresse. “Sob tensão
liberamos hormônios que reduzem à beça o apetite sexual”, avisa
o psiquiatra Alexandre Saadeh, da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. “É preciso localizar o foco do estresse
para enfrentá-lo.” Manter a autoestima também é primordial —
sobretudo para o sexo feminino, mais vaidoso por natureza. “Na
mulher experiente, o bem-estar emocional pode compensar as
perdas fisiológicas”, afirma a psicóloga especialista em
sexualidade Cida Lessa, de São Paulo.
SONO
A cama de um casal feliz demanda momentos de folia, mas também
requer muitas horas de paz. Estudos realizados pela Universidade
Federal de São Paulo apontam que a privação de sono — seja
porque o sujeito briga contra o cansaço, seja porque têm insônia
patológica pra valer — arruína o desempenho sexual. “Para os
homens, dormir mal altera a concentração de testosterona,
aumentando a fadiga e o risco de disfunção erétil”, conta a
biomédica Monica Andersen, que investiga o assunto. Para as
mulheres, há indícios de que fugir do travesseiro também
repercute sobre a libido. Portanto, identificar distúrbios como
a apneia e a própria insônia é pré-requisito para dormir e
transar numa boa
CHECKUP
O médico, independentemente da sua especialidade, é um dos
principais aliados de uma vida sexual lá em cima. “É fundamental
que o homem se submeta a exames periódicos”, defende o
urologista Otto Chaves. Uma visita ao consultório pode flagrar
colesterol nas alturas, problemas na próstata, enfim, situações
que sabotam a saúde do pênis. Entre as mulheres, o checkup
ginecológico vistoria se tudo está em ordem, acusando, por
exemplo, se não há infecções capazes de provocar dor na hora agá,
sem deixar relaxar nem gozar.
É um círculo vicioso, ou melhor, prazeroso. Quem está saudável
faz sexo por mais tempo, e o sexo, por sua vez, deixa o corpo
mais saudável. Claro que, ao juntar dois seres humanos, as
coisas nunca são simples — por mais casual ou fugaz que pareça
um encontro. A grande fonte de deleite da humanidade exige seus
próprios cuidados. O leitor apressado talvez queira adivinhar:
lá vem aquela conversa destinada aos jovens de que é preciso
usar preservativo. Acertou pela metade. Sim, a camisinha é
necessária, só que não apenas à moçada. Pesquisas recentes
comprovam que a incidência de doenças sexualmente
transmissíveis, incluindo a aids, cresce sobretudo entre as
pessoas com mais de 40 anos. Um recente estudo da Agência de
Proteção à Saúde do Reino Unido atesta que, nessa gente,
dobraram os casos de sífilis, gonorreia e companhia de 1996 para
cá — e no Brasil não é diferente.
O que explicaria esse fenômeno? Parte da resposta está na
popularização e no uso indiscriminado das drogas contra a
disfunção erétil, que prolongaram a vida sexual de parceiros
maduros. E a segunda parcela de culpa é apontada pelo geriatra
Venceslau Coelho, do Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo. “Os
mais velhos ainda não se habituaram a utilizar o preservativo”,
constata. “Muita gente inicia um novo relacionamento na
maturidade e ignora a camisinha”, completa o ginecologista
Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, também na capital
paulista.
A solução para esse cenário, que transforma o sexo em vilão,
justamente o oposto do que pregamos até aqui, estaria na
conscientização de que não há idade para deixar de vestir o
preservativo, sobretudo quando não existe um companheiro fixo no
pedaço. “Por mais careta que possa parecer, quanto menos
parceiros alguém tiver, menor o risco de doenças transmitidas
sexualmente”, diz Ogeda. Aos casados, namorados ou solteiros
convictos, fica o convite para se cuidar e garantir um longo e
vibrante futuro sexual pela frente.
Para retornar à página anterior, basta clicar aqui.
|