
Para
quem está mais interessado no poder do
hardware do que na interface frescurenta
de um
smartphone, o
Samsung Galaxy é a melhor opção com
Android em que já botamos as mãos.
Com o mínimo de aplicativos instalados,
o aparelho oferece integração fácil com
os serviços do Google, tudo acessível
numa tela grande e com boa
sensibilidade. De quebra, tem câmera de
5 megapixels com flash decente e memória
interna de 8 GB. No mais, cumpre o
pacote básico:
3G,
Wi-Fi e
GPS. Em comparação com os
concorrentes, nem tem um preço de cair
de costas: 1.399 reais.
Quase todos os fabricantes aplicaram a
tática do “um tapinha não doi” ao lançar
smartphones com
Android. Entre widgets especiais e
áreas de trabalho personalizadas,
HTC,
Motorola e outras se preocuparam em
desenvolver um design de software
bonitinho e, às vezes, funcional. Mas a
Samsung nem ligou para isso: pegou
uma carcaça legal e instalou o
Android puro. O que se vê na tela é
um sistema sem um pingo de
personalização, exatamente como o
HTC G1, o primeiro a falar a língua
do Google.
Quer saber? Melhor assim do que um
Frankenstein todo confuso por causa da
integração meia boca dos contatos do
telefone com os das redes sociais
(ninguém ainda conseguiu fazer isso tão
bem quanto o
Palm Pre). Mas bem que o Galaxy
poderia ter, pelo menos, widgets para
acesso rápido a Twitter, Facebook e
MySpace. As únicas funções nesse sentido
são os ícones para orkut e páginas da
TIM na internet, links abertos no
próprio browser.
Também não há muitos programas
interessantes pré-instalados. Para abrir
arquivos do Office, por exemplo, é
necessário baixar do
Android Market um aplicativo como o
Documents to Go, que não é gratuito. O
destaque acaba ficando para a integração
com as ferramentas do Google, como Gmail,
Maps, Talk e o próprio orkut. Usuário e
senha ficam gravados para não dar
trabalho na hora do acesso.
Um
avanço notável do Galaxy no quesito
usabilidade, em relação aos outros
smartphones com
Android, está na velocidade. E não
tem nenhuma mágica de processador ou
chip gráfico – o negócio é a memória
interna de 8 GB. O
HTC Magic, por exemplo, tem apenas
512 MB, deixando 1 GB para o cartão. Com
isso, à medida que o usuário instala
programas, o
celular vai ficando mais lento. Em
nosso teste, mesmo colocando dezenas de
aplicativos no aparelho, ele continuou
ágil.
Outro diferencial do
smartphone, quando o comparamos com
outros modelos fininhos, é sua câmera de
5 megapixels. Embora ela não seja muito
veloz, clica com qualidade e sem
tremedeira. O foco automático funciona
bem, e o flash de LED é dos melhores.
Quando necessário, ele ilumina a cena
levemente antes do clique e, na hora do
disparo, solta uma luz mais forte. A
filmagem é decente, mas poderia ter uma
resolução melhor do que os 352 por 288
pixels.
Como
celular musical, o aparelho da
Samsung perde para as interfaces
bonitonas do
iPhone e do
Magic, mas não decepciona. A seleção
das canções é feita por meio de listas,
mas as capas dos álbuns aparecem
enquanto a faixa é reproduzida. O
conector do fone, no padrão P2, fica na
parte de cima, a melhor posição para
quem curte um som andando por aí, com o
tocador no bolso. A fabricante só ficou
devendo a função de rádio FM e também
opções mais finas de equalização.
À primeira
vista, o Galaxy parece grandalhão e
desajeitado. Talvez por não ter as
extremidades mais finas do que a parte
central, como acontece no
iPhone. Mas suas medidas não
comprovam essa impressão: ele tem apenas
1,3 centímetro de espessura e pesa 116
gramas. A tela capacitiva de AMOLED
também parece maior do que é. Tem 3,2
polegadas, resolução de 320 por 480
pixels e definição acima da média para
essas configurações, tornando agradável
a experiência com vídeos. A
sensibilidade não deixa a desejar, mas o
display fica bem engordurado após o uso.
Externamente, o aparelho tem apenas o
necessário. O botão que abre o menu do
Android vem acompanhado por um
atalho para a tela inicial e uma tecla
de voltar, além dos tradicionais
liga/desliga e send. No centro, há uma
peça que serve de direcional para quem
não tiver habilidade ao passear por
links pequenos com o dedo. Numa lateral
estão os botões para bloquear o
celular e acionar a câmera. Na outra
fica o controle de volume. E na parte de
cima estão a conexão P2 e a microUSB,
esta protegida por uma tampa.
O destaque final vai para a ótima
duração de bateria, considerando um
smartphone com tela tão grande. Nos
testes realizados pelo INFOLAB, o modelo
aguentou 450 minutos durante chamadas de
voz.







