
Samsung,
aí vai uma dica: contrate já o Michael
Schumacher para garoto-propaganda do Jét.
Se não for o mais rápido de todos os
tempos, como o piloto alemão, certamente
o
celular garante lugar no pódio. E o
melhor: a velocidade do chip de 800 MHz
vem acompanhada por um caminhão de
recursos, que inclui a trinca
3G,
Wi-Fi e
GPS, widgets pra todo gosto, câmera
de 5 megapixels e a fantástica tela
AMOLED de 3,1 polegadas. Quer mais?
Então dá uma olhada em como a interface
touch screen ficou divertida.
Atualizado para a versão 2.0, o sistema
TouchWiz ficou ainda mais bonito e fácil
de usar. O software proprietário da
Samsung agora abre as aplicações de
três formas: pela tela inicial, com uma
barra lateral cheia de widgets para você
deixar logo na cara; por um menu
simples, com ícones dispostos em linhas
e colunas, ou pelo novo cubo em terceira
dimensão, acessível por um botão na
lateral.
Em essência, essa área 3D é parecida com
a do
LG Arena. Mas, em vez de exibir
diversos atalhos nas telas, cada face
tem um ícone. Todos são relacionados a
entretenimento, incluindo álbum de
fotos, tocador de música e jogos. Como a
tela tem ótima sensibilidade, mesmo
sendo daquelas resistivas (ou seja,
preparada para trabalhar com a velha
canetinha), deslizar o dedo por ela está
longe de ser uma experiência dolorosa.
Com 1,4 centímetro de
espessura e bordas arredondadas, o
Samsung Jét é feito para os bolsos
mais apertados de calças jeans. A
ergonomia também é um ponto forte quando
ele está na sua mão, pois o aparelho
pesa 111 gramas. Há três botões abaixo
da tela, sendo o do meio para alternar
entre a área de trabalho e o menu
principal. Na lateral, existe um atalho
para ativar a câmera e outro para
bloquear o telefone. A tampinha que
cobre as portas têm bom acabamento e são
fáceis de abrir ou fechar.
Por fora, o hardware tem seu ponto alto
na tela de 800 por 480 pixels, pronta
para exibir vídeos em alta qualidade.
Tocamos arquivos em DivX e Xvid, com
resolução de 720p – e, além de não
travar em nenhum momento, o
celular exibiu imagens muito
bonitas. No design, a única reclamação
vai para a falta de uma tampa na câmera
de 5 megapixels, que produz imagens
legais, mas um tanto amareladas,
principalmente quando usamos o flash de
LED duplo. Ela tem foco automático e
detecção de sorrisos.
No quesito performance, o telefone só
abriu o bico quando enchemos três áreas
de trabalho com widgets. Isso porque
alguns ficam toda hora tentando acessar
a internet para fazer atualizações.
Entre eles, estão o que verifica a
temperatura em tempo real, o
sincronizador de contatos e calendário,
além de outros adicionados manualmente.
Nesse caso, aplicações em 3D, como o
álbum de fotos e os contatos, ficaram
lentas.
O player de música
exibe os discos pelas capinhas, assim
como o iPod. Ele permite visualizar
detalhes sobre os arquivos, como formato
e tamanho, e tem um ícone para enviar as
faixas por Bluetooth, e-mail e mensagem.
Mas a maior vantagem do
Samsung Jét, nesse quesito, está na
qualidade do áudio. O aparelho possui um
equalizador competente e opção para som
5.1, para quando você estiver usando os
fones de ouvido originais. A mancada da
Samsung foi colocar neles um cabo de
apenas 22 centímetros.
Ao contrário do
Star, que possui apenas uma
interface proprietária dividindo as
funções de saída de áudio e carregamento
da bateria, aqui existe uma porta
microUSB e uma P2. A localização das
duas é a melhor possível, logo na parte
de cima – no jeito para quem curte
deixar o
celular no bolso com o fio indo
direto para o ouvido.
Esse tocador é também o aplicativo que
melhor aproveita os controles por
gestos. Agitando o aparelho para a
esquerda e para a direita, é possível
trocar de faixa. E batendo levemente
duas vezes na borda do hardware, você
fecha qualquer aplicativo. No entanto,
esses comandos exigem tanto treino para
funcionar que podem acabar dando
tendinite.
Quesito importantíssimo em todo bom tocador, a bateria do Jét dura bastante. Em nossos testes com chamadas de voz, ele aguentou 448 minutos ligado. Ficou bem acima de alguns concorrentes, como o HTC Magic, o Apple iPhone 3G e o LG Arena.
Se o trunfo do
iPhone como plataforma de software
foi criar uma loja, talvez a furada da
Samsung seja a falta de um espaço
para distribuição. O Jét possui apenas
um assistente para baixar widgets, como
o Yahoo! Finance. Porém, não
disponibiliza outros aplicativos
(embora, em teoria, rode qualquer coisa
em Java). Para quem gosta de enriquecer
o aparelho com utilitários, um modelo
com
Symbian ou
Android é mais indicado.
Nos recursos voltados à produtividade,
são poucos os aplicativos disponíveis.
Ao contrário dos
smartphones mais parrudos, ele
apenas visualiza arquivos do Office, mas
não é capaz de editá-los. Existe a opção
de sincronia de e-mails e calendário com
o Microsoft Exchange. E o navegador
Dolphin, embora ajuste as páginas à tela
do
celular, não é dos mais fáceis de
pilotar, por causa da tela resistiva. Em
geral, os links ficam muito pequenos,
exigindo uma precisão que seus dedos não
têm.
Uma função extra na qual o Jét brilha é
como plataforma de
GPS. Ele tem o Google Maps
pré-instalado e vem com o Route 66, um
aplicativo de navegação que não exige o
pagamento de um plano para rodar. A
maior vantagem está na usabilidade.
Colocando a tela de 3 polegadas na
horizontal, é uma maravilha sair
deslizando o dedo pelos mapas.







